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Ditadura de Mianmar executa ativistas pró-democracia

As mortes marcam as primeiras execuções judiciais no país, depois que os militares tomaram o poder, em fevereiro de 2021

residente do Conselho de Administração Estatal da República da União de Mianmar, general sênior, Min Aung Hlaing

A junta militar de Mianmar, país no sul asiático, executou quatro ativistas pró-democracia, por acusações de terrorismo, segundo informou a mídia estatal, nesta segunda-feira, 25.

O ativista veterano Kyaw Min Yu, mais conhecido como Ko Jimmy, e o ex-legislador da Liga Nacional para a Democracia Phyo Zayar Thaw foram executados, junto com Hla Myo Aung e Aung Thura Zaw.

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As mortes marcam as primeiras execuções judiciais no país em décadas. Ko Jimmy e Phyo Zayar Thaw foram acusados ​​pelos militares de estar “envolvidos em atos terroristas, como explosões e mortes de civis”, disse o porta-voz da junta, Zaw Min Tun, à CNN. Eles foram condenados à morte em janeiro de 2022.

Casos civis são julgados em tribunais militares com procedimentos fechados ao público desde que os militares tomaram o poder, em fevereiro de 2021, derrubando o governo eleito e revertendo quase uma década de tentativas de reformas democráticas. Em pouco mais de um ano, 114 pessoas foram condenadas à morte em Mianmar, de acordo com a organização Human Rights Watch.

Grupos de direitos humanos afirmam que esses tribunais militares secretos negam a chance de um julgamento justo e são projetados para condenações rápidas, independentemente das evidências.

O relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, Tom Andrews, disse em comunicado que estava “indignado e devastado” pelas execuções.

“Meu coração está com suas famílias, amigos e entes queridos, e, de fato, todo o povo de Mianmar, que é vítima das atrocidades crescentes da junta”, escreveu Andrews. “Esses indivíduos foram julgados, condenados e sentenciados por um tribunal militar sem direito de apelação e supostamente sem advogado, em violação da lei internacional de direitos humanos.”

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2 comentários
  1. Paulo
    Paulo

    Aqui se tivesse pena de morte alguns apoiadores de Bolsonaro já teriam sido condenados pelo STF! Alguns são processados e nem sabem do que estão sendo acusados!

  2. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Dessa vez o ex-presidiário não foi defender os ‘meninos’?

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