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Ditador de Cuba lamenta morte de Ali Khamenei

Para o líder socialista, ação de Israel e EUA no Irã representa 'violação do Direito internacional e da dignidade humana'

Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex
Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex

O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou neste domingo, 1º, condolências ao povo e ao governo do Irã pela morte do líder supremo Ali Khamenei.

Em publicação na rede X, o chefe de Estado afirmou que o episódio representa “violação do Direito internacional e da dignidade humana” e declarou solidariedade às autoridades iranianas. “Em Cuba será registrado como um notável estadista e líder de seu povo”, escreveu.

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Khamenei morreu, aos 86 anos, depois de ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, segundo autoridades iranianas. O governo de Teerã confirmou a morte e decretou luto oficial de 40 dias.

O aiatolá ocupava o cargo mais importante do país havia três décadas, período marcado por repressão a opositores e políticas rígidas de costumes. As ofensivas dos Estados Unidos e de Israel começaram na madrugada de sábado 28 e deixaram mais de 500 mortos e ao menos 747 feridos no Irã, conforme a mídia local.

O ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças” e chamou a operação de Fúria Épica.

Irã ataca 14 países em retaliação à morte de Khamenei

Ali Khamenei
O aiatolá Ali Khamenei, morto no ataque de EUA e Israel ao Irã | Foto: Reprodução/Flickr

O Irã iniciou uma contraofensiva em larga escala e atingiu alvos em 14 países nas últimas 24 horas, segundo informou a deputada norte-americana Anna Paulina Luna neste domingo, 1º.

A retaliação ocorre depois de os Estados Unidos e Israel realizarem uma operação militar conjunta no sábado 28 que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O ataque de Washington e Tel-Aviv atingiu a capital, Teerã, e outras 18 localidades iranianas, forçando o fechamento do espaço aéreo do país.

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Levantamento do jornal The New York Times confirma que a ofensiva iraniana atingiu ao menos seis instalações militares dos EUA no Oriente Médio. No Bahrein, drones e mísseis destruíram estruturas do quartel-general da 5ª Frota da Marinha norte-americana. No Kuwait, sistemas de defesa interceptaram 97 mísseis balísticos e 283 drones, mas os destroços causaram a morte de uma pessoa e deixaram 32 feridos.

Em Israel, um míssil atingiu uma sinagoga que servia de abrigo na cidade de Beit Shemesh, que resultou em nove mortos, 27 feridos e 11 desaparecidos. Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades interceptaram um drone que visava o Aeroporto Internacional de Zayed, em Abu Dhabi, mas a queda dos destroços matou uma pessoa. O Aeroporto de Dubai também sofreu um ataque que deixou quatro feridos.

Arábia Saudita, Catar e Jordânia registraram múltiplas tentativas de ataque. Enquanto os sauditas afirmaram ter interceptado investidas contra Riad, o Catar relatou o lançamento de 65 mísseis e 12 drones, cujos destroços feriram oito pessoas. Na Jordânia, o Ministério do Interior contabilizou 73 incidentes que envolveram queda de fragmentos de mísseis em território nacional.

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