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Ditador da Coreia do Norte encerra ano com ameaça de ataque nuclear 'a qualquer momento'

A fala de Kim Jong Un acontece em momento crucial para EUA e Coreia do Sul, ambos terão eleições presidenciais em 2024

Ditador Kim Jong Un
Em seu discurso, Kim Jong Um, disse que vai estreitar as relações com países que se opõem aos Estados Unidos |Foto: Reprodução/Twitter/X

O ano de 2024 começa na sombra de uma ameaça. O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, em discurso considerado “inflamado”, alertou que um ataque nuclear pode “acontecer a qualquer momento”. A informação foi divulgada pela agência de notícias norte-coreana KCNA, neste domingo, 31.

A fala de Jong Un aconteceu horas antes da virada do ano, ao término de uma reunião de cinco dias do comitê central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte. Trata-se de um encontro anual que define as metas econômicas, militares e de política externa para os próximos 12 meses.

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O ditador criticou os Estados Unidos (EUA), acusando o país de representar “várias formas de ameaça militar” e “tornar a guerra inevitável”. Os norte-americanos são aliados da Coreia do Sul, inimiga da Coreia do Norte.

“Devido a movimentos imprudentes dos inimigos para nos invadir”, afirmou, “é um fato consumado que uma guerra pode eclodir a qualquer momento na península coreana.”

Segundo noticiou a KCNA, o ditador ordenou que seu exército se prepare para “pacificar todo o território da Coreia do Sul”.

Ditador da Coreia do Norte
A Coreia do Norte é um dos países mais militarizados do mundo | Foto: Reprodução/Twitter/X

Jong Un teria declarado que não buscará mais reconciliação e reunificação com a Coreia do Sul, além de prometer que vai fortalecer as relações com outros países que se opõem aos EUA.

O governo Biden aumentou os exercícios militares e implantou mais ativos na região, como submarinos nucleares e porta-aviões, perto da península coreana.

Ameaça em ano de eleição

A ameaça de Jong Un chega justamente no ano em que tanto os EUA quanto a Coreia do Sul terão eleições presidenciais.

Especialistas preveem que a Coreia do Norte manterá uma campanha de pressão militar para tentar aumentar sua influência em torno das eleições presidenciais dos EUA, que acontecem em novembro, o que poderia beneficiar o retorno do ex-presidente Donald Trump.

O professor de estudos internacionais Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha Womans em Seul, sugere que a Coreia do Norte pode estar observando para entender como suas ações provocativas poderiam influenciar a próxima administração nos EUA.

Relembre o encontro histórico entre Jong Un e Trump

O republicano Trump manteve uma diplomacia histórica com Jong Un. Em 2018, os dois líderes se encontraram em Cingapura. Foi a primeira vez que um presidente dos EUA em exercício se reuniu com o ditador norte-coreano.

Essa iniciativa foi seguida por mais dois encontros no ano seguinte, todos com o objetivo de buscar um acordo sobre o programa nuclear da Coreia do Norte.

Medidas anunciadas pelo Partido do Trabalhadores da Coreia do Norte para 2024

Ainda de acordo com a KCNA, durante a reunião, o Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, legenda que governa o país, anunciou algumas medidas militares para 2024: o lançamento de três novos satélites espiões, a fabricação de drones e o desenvolvimento das capacidades de guerra eletrônica.

Em novembro, o governo do ditador Jong Un já havia colocado em órbita um satélite espião. Desde então, Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, afirma que o equipamento proporcionou imagens de posições militares tanto norte-americanas quanto sul-coreanas.

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