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Disney é a 14ª empresa a abandonar 'políticas de diversidade' nos Estados Unidos

Com as mudanças, empresa pretende focar em resultados comerciais

Logo da The Walt Disney Company
Logo da The Walt Disney Company | Foto: Divulgação/Disney

A Disney anunciou, na terça-feira 11, mudanças em suas políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). O objetivo é focar em resultados comerciais. A mudança foi divulgada aos funcionários por meio de uma nota.

Os clássicos da Disney, como Dumbo e Peter Pan, que antes exibiam avisos contextualizando a época de sua criação, agora terão apenas comunicados curtos, informando que a obra pode conter “estereótipos ou representações negativas”.

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Desde o começo de 2024, pelo menos 13 outras empresas nos Estados Unidos também encerraram suas políticas de DEI, em meio a uma crescente pressão política e legal. Esse movimento se intensificou depois de Donald Trump voltar à Presidência.

Trump emitiu decretos com o objetivo de eliminar programas de diversidade no governo federal e no setor privado. Tal decisão levou grandes corporações a reavaliarem suas iniciativas.

Disney também alterou diretrizes de remuneração

A Disney também anunciou mudanças na remuneração de seus executivos, removendo os critérios de diversidade e inclusão. Em vez disso, adotou a “estratégia de talentos” para alinhar os valores da empresa aos programas de compensação.

Outros critérios, como “narrativa e criatividade” e “sinergia”, continuam os mesmos. A empresa afirma que manterá contratações sem barreiras e uma cultura de pertencimento.

Desde que Bob Iger reassumiu a liderança em 2022, a Disney busca evitar a impressão de que promove agendas políticas ou sociais. “Nosso foco é entreter, não passar mensagens”, disse o executivo em 2023.

Efeito Trump em empresas norte-americanas

Trump Brics
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; depois do retorno do republicano, empresas têm abandonado políticas de diversidade | Foto: Reprodução/Instagram

Google, Meta e Amazon reduziram suas iniciativas de diversidade em 2025 para se alinharem às novas diretrizes do governo e evitar questões legais. Muitas dessas mudanças começaram em junho de 2024, quando a vitória de Trump nas eleições parecia mais provável.

O cenário político atual também foi influenciado por decisões judiciais. Em 2023, a Suprema Corte dos EUA proibiu a consideração de raça em admissões universitárias, pressionando empresas a revisarem suas políticas de diversidade.

Em janeiro deste ano, Trump incentivou funcionários públicos a denunciarem colegas que mantivessem ações de diversidade e ordenou a demissão de equipes ligadas a programas de inclusão.

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