O governo da Dinamarca relatou novos sobrevoos de drones não identificados em áreas militares na noite desta sexta-feira, 26. O episódio ocorre depois de uma série de incursões semelhantes próximas a aeroportos e infraestruturas críticas durante a última semana.
Em comunicado à agência Reuters, um porta-voz das Forças Armadas dinamarquesas confirmou que “drones foram observados em vários locais da Defesa Dinamarquesa na última noite”, sem detalhar os pontos exatos dos avistamentos. O governo disse também que “diversos recursos foram mobilizados”.
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A polícia dinamarquesa informou à agência Ritzau ter registrado drones próximos à base aérea de Karup, localizada no oeste do país. Já a polícia da Noruega revelou, neste sábado, 27, que apura sobrevoos suspeitos perto da base aérea de Ørland, principal centro dos caças F-35 noruegueses.

Em nota à Reuters, o porta-voz do comando conjunto das Forças Armadas da Noruega explicou que “os guardas da base fizeram várias observações fora do perímetro da instalação no início deste sábado”.
Na última segunda-feira, 22, o aeroporto da capital da Dinamarca, Copenhague, ficou fechado por horas devido à presença de grandes drones em seu espaço aéreo. Nos dias seguintes, cinco aeroportos menores, civis e militares, também foram interditados temporariamente.
Governo da Dinamarca atribui drones à Rússia
Autoridades da Dinamarca classificaram esses episódios como ataques híbridos. A primeira-ministra Mette Frederiksen declarou que se trata do “ataque mais grave já registrado contra a infraestrutura crítica da Dinamarca até o momento”.
Mette atribuiu responsabilidade a Moscou. “Há um país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e esse país é a Rússia”, disse à Reuters.
O ministro da Justiça, Peter Hummelgaard, acrescentou que a intenção dos ataques é “semear o medo”. Segundo ele, as ações começaram poucos dias depois da Dinamarca anunciar a compra inédita de armas de precisão de longo alcance, com o argumento de que a Rússia representa ameaça futura.
Hummelgaard informou ainda que Copenhague investirá em novas tecnologias para detectar e neutralizar drones. Ministros da Defesa de cerca de dez países da União Europeia pactuaram, na sexta-feira, priorizar a criação de um sistema de defesa contra drones.
O comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, destacou em entrevista à agência AFP: “Precisamos agir rápido. E precisamos agir aprendendo todas as lições da Ucrânia e construindo esse muro antidrone junto com a Ucrânia”.









































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