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Denúncias de antissemitismo aumentaram cerca de 10 vezes no Brasil

Entidades do Brasil e organização judaica mundial assinaram parceria para combate ao discurso de ódio aos judeus

Daniel Bialski
Daniel Bialski diz que apoio ao Hamas é um ato antissemita | Foto: Eugenio Goussinsky/Revista Oeste

Denúncias de antissemitismo, entre outubro de 2022 e 2023, aumentaram cerca de 10 vezes no Brasil, segundo estudo do Departamento de Segurança Comunitária da Confederação israelita do Brasil (Conib) e da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp). As denúncias saltaram de 44 do período anterior para 467.

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A divulgação dos números ocorreu nesta quinta-feira, 9, no clube Hebraica em São Paulo, com a presença de autoridades, entre eles o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD).

O recrudescimento do antissemitismo ficou mais evidente depois dos ataques terroristas do Hamas em Israel, no dia 7 de outubro.

Para a vice-presidente da a Liga Antidifamação (ADL, em inglês), Marina Rosenberg, o discurso de ódio contra os judeus sofreu um aumento no mundo inteiro. Ela vê na educação o caminho mais eficiente para combater esse mal.

“Estamos trabalhando para que futuras gerações possam ajudar a mudar o mundo, no que em hebraico é conhecido como tikun olam (deixar o mundo melhor). Isso passa pela atuação de líderes comunitários, políticos, governadores, presidentes, primeiros-ministros, cada um em seu papel de combate ao antissemitismo.”

Com esse objetivo, a ADL, organização judaica mundial, com sede nos Estados Unidos, a Conib e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) assinaram, durante o evento, uma parceria que unifica as ações de combate ao antissemitismo.

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“Vemos novamente os judeus serem perseguidos pelo mundo apenas pelo fato de serem judeus” afirmou Daniel Bialski, vice-presidente da Conib. “São cenas chocantes, como a que ocorreu num aeroporto da Rússia recentemente e que lembram o terror ocorrido há 80 anos.”

O evento foi realizado nesta quinta em memória à Noite dos Cristais, ocorrida em 9 de novembro de 1938, quando estabelecimentos judaicos na Alemanha foram destruídos, saqueados. Aqueles ataques causaram a morte de cerca de mil judeus.

“Antissemitismo não é só falar mal de judeus, pode ser identiticado de várias maneiras”, alertou Bialski que, como advogado, tem entrado com diversas ações contra disseminadores do ódio aos judeus.

Entre as maneiras lembradas por ele está apoiar, ajudar ou justificar ou maus-tratos a judeus.

“Pudemos ver, em manifestação na Avenida Paulista, pessoas com a camisa do Hamas, aplaudindo a carnificina de 7 de outubro, apoiando esse grupo que nunca quis a paz, que oprime seu povo e tem como objetivo destruir Israel e os judeus no mundo”, disse. “Quem apoia o Hamas está cometendo uma das formas mais perversas de antissemitismo.”

Antissionismo e antissemitismo

Reféns Israel Copacabana
Israelenses buscam informações sobre reféns do Hamas | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Outras formas citadas por Bialski são fazer acusações sobre o mito do “poder judaico”, o colocando como responsável pelos males da humanidade; negação do Holocausto e apologia ao nazismo; acusar os judeus de estarem mais preocupados com as próprias causas do que com as causas democráticas; negar ao povo judeu o direito à sua existência, ao Estado de Israel.

“O antissionismo não é mais uma forma disfarçada, é uma forma direta de antissemitismo.”

Ele também citou a importância das pessoas se preocuparem em saber como estão os reféns sequestrados pelo Hamas naquele dia.

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“Volto a suplicar para que as pessoas de bem não esqueçam o terror do dia 7, volto a implorar à imprensa e à Cruz Vermelha e a outros organismos, que façam um movimento internacional para saber como estão os 240 reféns, 33 crianças, alguns bebês de colo”, diz Bialski.

“Não se tem notícias, eu me coloco no lugar das famílias dessas pessoas, me considero como se fosse da família, com um sofrimento igual, sem se ter notícias, sei o sofrimento que isso traz.”

A Noite dos Cristais é considerada a precurssora do Holocausto, que se iniciou no ano seguinte, com a Segunda Guerra Mundial.

Por causa dele, o dia 9 de novembro foi escolhido pelo Parlamento Europeu como o Dia Internacional contra o Fascismo e Antissemitismo.

A data foi incorporada ao calendário da Prefeitura de São Paulo, com a sanção do prefeito, na terça-feira 7, de projeto aprovado pela Câmara Municipal na semana anterior.


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1 comentário
  1. Otavio Lazario de Queiroz
    Otavio Lazario de Queiroz

    Apesar desse governo federal apoiar o grupo terrorista Hamas Hesbolah etc as instituições seria polici federal etc tem obrigação de proteger os israelenses que aqui moram.

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