Cuba registrou mais de mil protestos, queixas e manifestações em abril, segundo levantamento do Observatório Cubano de Conflitos (OCC). O número surge em meio ao aumento da repressão e a uma campanha nacional do regime para exigir a assinatura de um documento de lealdade.
De acordo com o relatório mensal, divulgado com base em dados compilados também pela imprensa internacional, as manifestações refletem o descontentamento com a crise de serviços básicos, a deterioração econômica e o avanço da insegurança. Embora o total tenha ficado levemente abaixo de março, os episódios ocorreram sob forte presença policial e controle militar em ruas, parques e bairros.
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Pressão do regime e aumento da violência
O OCC identificou 305 ações de desafio direto ao aparato estatal, com mobilizações presenciais e digitais. Um dos casos citados envolve Javier Ernesto Martín Gutiérrez, conhecido como “Homem-Aranha”, que fez denúncias públicas durante oito dias a partir de sua residência, em Marianao, até que agentes o detiveram.
A maior parte das manifestações ocorreu em redes sociais e canais independentes, com denúncias sobre militarização de espaços civis, existência de presos políticos e a campanha “Minha Assinatura Pela Pátria”. Testemunhos reunidos pelo observatório indicam pressão em locais de trabalho e instituições de ensino para forçar adesão ao documento, sob ameaça de punições.

O relatório também registra aumento expressivo da insegurança. O tema saltou da quinta para a segunda principal causa de queixas, com 185 ocorrências, ante 85 em março. O observatório documentou 41 mortes violentas e 21 agressões.
A resposta do regime incluiu 176 atos repressivos, como prisões arbitrárias, interrogatórios e restrições de comunicação. Entre os atingidos estão ativistas, opositores e ex-presos políticos ligados aos protestos de 11 de julho de 2021.
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Na área econômica, o levantamento contabilizou 130 protestos relacionados a alimentação, inflação e agricultura. Segundo os dados citados, 96,91% da população perdeu acesso regular a alimentos por causa da inflação, e uma de cada quatro pessoas enfrenta fome.
O OCC conclui que o aumento dos protestos reflete uma crise estrutural, com impactos simultâneos em diferentes áreas da vida cotidiana no país.
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Está podre tem de derrubar esse governo corrupto igual ao daqui