publicidade
Mundo

Cuba: apagão deixará mais de 60% da ilha às escuras

Quadro no país se deteriorou ainda mais depois da interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, por causa da captura do ex-ditador Nicolás Maduro

Cuba apagão pobreza
Capacidade de gerar energia elétrica é quase um terço menor do que a demanda em Cuba | Foto: Reprodução/Pixabay

Cuba enfrenta nesta segunda-feira, 26, uma das maiores ondas de apagões dos últimos meses. No horário de maior consumo, mais de 61% do país deve ficar simultaneamente sem eletricidade, segundo projeções da União Elétrica de Cuba (UNE), estatal ligada ao Ministério de Energia e Minas, relata a EFE.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

De acordo com os dados oficiais, a capacidade de geração prevista para o período da tarde e da noite é de apenas 1.293 megawatts, enquanto a demanda máxima estimada chega a 3.250 megawatts.

A diferença entre oferta e consumo cria um rombo de quase 2 mil megawatts, o que obriga o sistema a desligamentos programados para evitar colapsos ainda mais graves. A UNE calcula que a chamada “afetação” efetiva da rede alcançará 1.987 megawatts ao longo do dia.

O cenário se agrava pela indisponibilidade de parte importante do parque termoelétrico. Nove das 16 unidades em operação estão fora de serviço por falhas técnicas ou manutenção. As usinas térmicas respondem, em média, por cerca de 40% da matriz energética cubana, o que amplia o impacto de cada paralisação.

Além disso, cresce o número de motores da geração distribuída parados por falta de diesel, óleo combustível e lubrificantes. Embora a UNE tenha deixado de divulgar recentemente esses dados, indicadores indiretos revelam que a capacidade indisponível já supera, com folga, os 1 mil megawatts, recorde negativo para o sistema.

A crise energética se arrasta desde meados de 2024, impulsionada pela escassez de divisas para a compra de combustível e pelo desgaste de instalações que operam há décadas.

Cuba, Venezuela e sanções

O quadro em Cuba se deteriorou ainda mais depois da interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, consequência da captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o que também provocou aumento das filas em postos de combustíveis em várias regiões da ilha.

Leia mais: “Trump tenta articular queda do regime de Cuba, diz jornal”

O governo cubano atribui a situação às sanções impostas pelos Estados Unidos (EUA) e acusa Washington de promover uma “asfixia energética”. Já analistas independentes avaliam que o problema é estrutural e resultado de anos de subinvestimento em um setor totalmente controlado pelo Estado desde 1959. Estimativas revelam que seriam necessários entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões para recuperar o sistema elétrico nacional.

Os apagões prolongados têm impacto direto sobre a economia e o cotidiano da população. Segundo dados oficiais, o país acumulou uma retração superior a 15% desde 2020, e a crise no fornecimento de energia tem sido um dos principais gatilhos para protestos registrados nos últimos anos.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Eduardo S. Z.
    Eduardo S. Z.

    E os nossos comunistas vão viver nos EUA ou na Europa. Estranho não?🤫

    1. Edson Pichelli
      Edson Pichelli

      É isso aí Eduardo. Os nossos comunas adoram o capitalismo para eles.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.