publicidade
Mundo

Corte da ONU diz que a ocupação de Israel na Palestina é 'ilegal e tem de acabar'

Em defesa, Tel-Aviv disse que os territórios não estão ocupados de forma fraudulenta

Bandeira de Israel
O processo tramita desde antes do conflito entre Israel e o grupo terrorista do Hamas, na Faixa de Gaza | Foto: Divulgação/Unsplash/Chris Hearn

A Corte Internacional de Justiça (CJI) decidiu, nesta sexta-feira, 19, que a ocupação de Israel na Palestina viola o Direito Internacional. A CJI afirma que isso precisa terminar o “mais rápido possível”.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

A declaração tem peso internacional e pode enfraquecer o apoio ao Estado israelense. Apesar disso, a Corte não tem canais oficiais para aplicar suas decisões. Atualmente, o órgão jurídico tem sede em Haia, na Holanda.

O processo tramita desde antes do conflito entre Tel-Aviv e o grupo terrorista do Hamas, na Faixa de Gaza. No fim de 2022, a Assembleia Geral pediu que a CJI avaliasse a “ocupação prolongada, os assentamentos e a anexação” de territórios palestinos por parte dos israelenses.

O Estado anexou Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, na Guerra dos Seis Dias. O conflito aconteceu em 1967.

Em defesa, Tel-Aviv disse que os territórios não estão ocupados ilegalmente pois ainda vivem fase de disputa.

Israel afirmou que uma opinião consultiva da ONU não resolveria o conflito em Gaza

Em fevereiro de 2024, mais de 50 membros da Organização das Nações Unidas (ONU) argumentaram sobre o assunto. Representantes palestinos pediram a saída do Exército de Israel das áreas ocupadas. Eles também exigiram o desmantelamento do assentamento israelense na Cisjordânia.

O Canadá e o Reino Unido afirmaram que a ONU não deveria publicar uma opinião consultiva. O principal parceiro diplomático de Netanyahu, os Estados Unidos, seguiram o mesmo caminho.

Tel-Aviv não participou das audiências. No entanto, apresentou uma declaração por escrito à Corte e afirmou que uma opinião consultiva não resolveria o conflito.

No ano de 2004, o Tribunal declarou que a construção de um muro ao redor da Cisjordânia “era contrária ao Direito Internacional” e que os assentamentos israelenses feriram tal direito. Israel negou a decisão.

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade