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Conheça o órgão do governo dos EUA que condenou a prisão de Bolsonaro

Escritório defende os interesses da Casa Branca na América — entre eles, zelar pela democracia

Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Existe um órgão nos Estados Unidos com dedicação exclusiva às relações com o restante da América. Seu nome? Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental — o mesmo que condenou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O órgão faz parte do Departamento de Estado dos EUA, o equivalente ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, mas com mais força. Entre as designações oficiais do escritório: o “apoio à democracia e ao Estado de Direito”. Para Washington, zelar pela região é manter os cidadãos seguros em casa.

As ações também envolvem a promoção do desenvolvimento econômico e o combate ao crime organizado. “Fazemos isso porque sabemos que um hemisfério cujos países e cidadãos são seguros e prósperos, por sua vez, ajudará a manter os norte-americanos seguros, criará mercados para produtos norte-americanos e apoiará oportunidades para empresas norte-americanas”, informa a instituição.

Os EUA, o Brasil e a América

Na América, ninguém é mais forte que os EUA. É a maior economia, a maior democracia, têm as Forças Armadas mais poderosas, o território mais extenso e a população mais numerosa.

Os brasileiros, por sua vez, são os terceiros na região em praticamente tudo em que os EUA estão em primeiro. Entre as duas nações, está o Canadá — que perde para o Brasil somente no número de habitantes. Contudo, a diferença para quem está no topo não é pequena.

A economia norte-americana comporta mais de dez vezes a brasileira. Em 2024, os EUA geraram quase US$ 30 trilhões. Ao mesmo tempo, o resultado do Brasil ficou ligeiramente acima de US$ 2 trilhões, segundo o Banco Mundial. Isso também se reflete, por exemplo, nos gastos militares: US$ 1 trilhão contra US$ 21 bilhões.

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