O agravamento do conflito no Oriente Médio provocou um cenário de caos em aeroportos da região, com mais de 7,5 mil voos cancelados desde o último sábado, 28. Os números atuais chegam a superar registros da pandemia de covid-19, segundo o jornal britânico The Guardian.
O impacto atinge especialmente países do Golfo, depois dos ataques que envolvem Irã, Israel e Estados Unidos. As ações levaram ao fechamento do espaço aéreo em regiões estratégicas.
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De acordo com dados da plataforma FlightAware, quase 2,8 mil voos foram cancelados no último sábado, 28, e outros 3,1 mil neste domingo, 1º. Já nesta segunda-feira, 2, a consultoria Cirium contabilizou mais de 1,5 mil cancelamentos até as 10h, do horário local.
Especialistas sugerem que o número real pode ser maior, em razão da dificuldade de obter dados do Irã e dos Emirados Árabes Unidos.
Principais aeroportos e companhias afetadas no Oriente Médio

O Aeroporto Internacional de Dubai, considerado o principal centro de conexões aéreas do mundo, foi diretamente afetado. A Emirates, maior companhia aérea internacional, suspendeu voos que saíam de Dubai e para Dubai até as 15h desta terça-feira, 3. A empresa ainda admitiu que as interrupções podem continuar até a quinta-feira 5.
Por sua vez, a Etihad Airways fez o mesmo, enquanto a Qatar Airways paralisou voos que envolviam Doha, por causa do bloqueio do espaço aéreo do Catar.
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O efeito do conflito repercutiu ainda em outros países da Ásia. A Cathay Pacific interrompeu ligações para o Oriente Médio até quinta-feira 5, e a empresa indiana IndiGo manteve cancelamentos até esta terça-feira, 3. O fechamento do espaço aéreo e as suspensões em massa dificultam o deslocamento de milhares de passageiros na região.
Impacto no mercado financeiro e reação de autoridades
A crise também atingiu o mercado financeiro. As ações da Lufthansa recuaram até 11%, enquanto o International Airlines Group, dono da British Airways, caiu até 13%. Já a Air France-KLM teve desvalorização de 10% nas primeiras horas do pregão, de acordo com informações da Bloomberg.
Empresas do setor de viagens, como a TUI, perderam 8,5%, e a Accor e a Carnival Corporation também viram seus papéis caírem fortemente.
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A autoridade de aviação civil dos Emirados Árabes Unidos relatou atendimento a mais de 20 mil passageiros prejudicados pelas interrupções. A região, conhecida por conectar pontos globais com apenas uma escala, enfrenta agora o maior bloqueio aéreo já registrado, mesmo sendo habituada a restrições nos últimos anos.
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