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Conflito no Oriente Médio ameaça internet em todo o mundo

Guerra entra na quarta semana e gera temores de apagão digital, por vulnerabilidade de cabos submarinos

oriente médio internet
O conflito impede a manutenção dos cabos ativos de internet | Foto: Divulgação/ cabos de internet AAE-1

Ao completar quatro semanas, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã gera temores de um apagão global de dados. Cabos submarinos na região transportam mais de 90% do tráfego mundial. A ruptura dessas estruturas, portanto, impactaria as comunicações em todo o planeta.

Segundo o site Capacity Global, 17 cabos atravessam o Mar Vermelho e conectam Europa, Ásia e África. O Estreito de Ormuz também abriga sistemas vitais, como AAE-1, Flag, Gulf Bridge International e TGN-Gulf, afirma a TeleGeography.

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As estruturas ligam centros de dados da Amazon, da Microsoft e do Google a bilhões de usuários. Minas navais, âncoras ou ações militares danificam os cabos facilmente. O Irã já instalou minas no estreito e interrompeu o tráfego de navios no local.

O Mar Vermelho possui águas rasas e alta vulnerabilidade. Em 2025, um navio cortou cabos na região e afetou a rede na Índia, no Paquistão e no Oriente Médio.

Guerra interfere na segurança da instalação de fibra óptica

Atualmente, a Meta suspendeu parte do projeto 2Africa, sistema planejado com 45 mil km de extensão. Já a Alcatel Submarine Networks interrompeu a instalação do 2Africa por falta de segurança. De acordo com a Bloomberg, parte do cabo está no leito marinho, mas sem conexão com as estações. O projeto visa a ser o maior sistema de fibra óptica do mundo.

A Meta planeja o Projeto Waterworth para contornar o Oriente Médio e ligar EUA, Índia, África do Sul e Brasil. A conclusão levará anos. As obras dos sistemas Sea-Me-We 6 e FIG também estão paralisadas devido à insegurança na região.

Leia também: “Guarda do Irã ameaça fechar ‘completamente’ o Estreito de Ormuz”

Além disso, o conflito impede a manutenção dos cabos ativos. Isso porque navios de reparo evitam zonas de guerra.

“Navios de cabos não vão operar em áreas onde há operações militares ativas, é muito arriscado”, disse Alan Mauldin, da TeleGeography, à Bloomberg. O especialista afirma que há, porém, rotas terrestres alternativas. “Portanto, ainda existe pelo menos uma maneira de manter a conectividade”, disse. A velocidade da internet na região pode diminuir.

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