O conclave que vai eleger o sucessor do papa Francisco, que morreu no mês passado, terá início nesta quarta-feira, 7. Trata-se de um dos momentos mais decisivos da Igreja Católica nas últimas décadas. Os 133 cardeais com menos de 80 anos aptos a votar já se isolaram no Vaticano. Os religiosos permanecerão incomunicáveis até que o novo pontífice seja escolhido.
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A Capela Sistina será o palco das votações. Depois do tradicional anúncio do extra omnes (“todos fora”), suas portas serão trancadas. A Santa Sé também determinou o corte do sinal de celular às 10h (horário de Brasília), o que reforça o sigilo absoluto do processo.
Conclave começa com cerimônias e juramento dos cardeais
Antes da primeira votação, os cardeais participam de cerimônias religiosas e fazem o juramento de cumprir as normas da sucessão apostólica.
O cenário é de incerteza. Não há um favorito claro. Internamente, os cardeais se dividem entre aqueles que desejam manter o legado reformista e acolhedor de Francisco e os que defendem um retorno a uma postura mais tradicional. A escolha poderá definir os rumos da Igreja para as próximas décadas.
A composição do colégio eleitoral é a mais geograficamente diversa da história da Igreja. Francisco nomeou cardeais em países até então não representados, como Haiti, Sudão do Sul e Mianmar. O continente asiático, por exemplo, conta com 23 cardeais. Segundo o cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi, muitos deles planejam votar em bloco.






































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