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Como são os navios de guerra que os EUA mandaram à Venezuela

Embarcações foram enviadas com o objetivo de interceptar rotas de drogas em direção ao território norte-americano

O destróier USS Gravely, em 2013 | Foto: D. L. 'Paul' Farley/Marinha dos Estados Unidos
O destróier USS Gravely, em 2013 | Foto: D. L. 'Paul' Farley/Marinha dos Estados Unidos

Navios de guerra dos Estados Unidos, equipados com tecnologia avançada, foram enviados para o litoral da Venezuela com o objetivo de combater o tráfico de drogas que parte da América do Sul rumo ao território norte-americano.

As embarcações USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, todas destroieres da classe Arleigh Burke, contam com o sistema de combate Aegis e abrigam mais de 4 mil militares, conforme informações divulgadas pela Reuters e pela AP.

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O deslocamento dos navios para o sul do Caribe começou na segunda-feira 18 e está previsto para durar aproximadamente 36 horas.

A localização exata e o ponto final das embarcações não foram divulgados até o momento. Os destroieres são capazes de realizar múltiplas missões militares, incluindo ataques contra aeronaves, submarinos e alvos em terra, além de possuírem recursos para defesa contra armas químicas, biológicas e nucleares.

Capacidades e tecnologia dos navios destroieres

Projetados nos anos 1990, os destroieres da classe Arleigh Burke foram os primeiros a integrar o sistema Aegis, inicialmente desenvolvido para navios maiores chamados cruzadores. Uma das grandes inovações foi a adoção de um sistema de lançamento vertical que permite disparar mísseis Tomahawk de longo alcance.

O monitoramento das ameaças é feito pelo radar AN/SPY-1, um sistema de escaneamento eletrônico passivo capaz de controlar até cem alvos em um raio superior a 190 km. Essas embarcações também possuem dois hangares para helicópteros MH-60 Seahawk, desenvolvidos especialmente para a Marinha dos EUA.

Embora não acomodem permanentemente esses helicópteros, os destroieres podem ampliar suas missões com o apoio aéreo, realizando abastecimento, buscas, resgates e evacuações de pessoal. Entre as proteções, destacam-se sistemas de filtragem de ar e descontaminação, além de compartimentos pressurizados e defesa contra pulsos eletromagnéticos.

Ações dos Estados Unidos contra Maduro

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula "Vencendo a Corrida da IA" em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura

No dia 7, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de até US$ 50 milhões, cerca de R$ 270 milhões, para quem fornecer informações que levem à prisão ou à condenação de Nicolás Maduro. Segundo a procuradora-geral Pam Bondi, “Maduro é um dos maiores narcotraficantes do mundo” e ameaça a segurança nacional dos EUA.

Desde março de 2020, durante o governo de Donald Trump, Maduro é formalmente acusado de narcoterrorismo pelas autoridades norte-americanas, que já ofereciam US$ 15 milhões, cerca de R$ 75 milhões, por informações sobre o líder venezuelano.

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A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou, na terça-feira 19, que Donald Trump tem “intenções claras e consistentes” em relação à Venezuela. O republicano pretende utilizar todos os recursos norte-americanos para impedir a entrada de drogas no país e responsabilizar os envolvidos

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. Trata-se de um cartel narcoterrorista”, afirmou Karoline, em coletiva de imprensa. “Para esta administração, ele não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo, chefe desse cartel, já indiciado nos Estados Unidos por tráfico de drogas para o país.”

Leia também: “O rolo compressor de Donald Trump”, artigo de Ana Paula Henkel na Edição 279 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    GO GO GO TRUMP
    tem algo assim no porto do RJ e no de Santos tambem…

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