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Como ator de Forrest Gump virou 'padrinho' de veteranos militares dos EUA

Gary Sinise interpretou tenente no icônico filme de 1994 e depois criou fundação de suporte a ex-membros do Exército

Gary Sinise posa para foto com oficiais do Exército dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Twitter

É injusto apontar Gary Sinise como ator de um papel só, mas certamente a missão de dar vida ao Tenente Dan (Lieutenant Dan) mudou a trajetória do norte-americano, muito além da carreira artística. A participação como coadjuvante no filme Forrest Gump — O Contador de Histórias deu início a uma relação íntima entre o profissional de cinema e os veteranos militares que serviram às Forças Armadas dos EUA.

No filme de 1994, Sinise interpreta um comandante de uma tropa do Exército norte-americano durante a Guerra do Vietnã. Depois de uma batalha violenta, Forrest Gump, interpretado pelo astro Tom Hanks, salva a vida do Tenente Dan, que acaba perdendo as pernas em combate.

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Em seguida, o oficial enfrenta anos de amargura com relação à nova condição, também frustrado por não ter morrido em batalha como seus antepassados.

A redenção espiritual do personagem se dá ao atuar como ajudante em um barco de pesca de camarão junto a Forrest Gump. Sinise foi indicado ao Oscar como ator coadjuvante pela interpretação no filme.

Bastidores das gravações de Forrest Gump: Gary Sinise (ao centro) com Mykelti Williamson e Tom Hanks

Servindo aos veteranos

Criado numa família de veteranos no Estado de Illinois, o ator passou a se envolver em ações beneficentes a favor de miliares a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001. Dez anos mais tarde, resolveu inaugurar a Fundação Gary Sinise, desenvolvendo programas diversos para auxiliar ex-integrantes do Exército norte-americano.

A cada ano, a fundação arrecada mais de US$ 30 milhões, que usa para beneficiar veteranos militares, incluindo a construção de casas adaptadas para deficientes físicos — ajudando oficiais que tiveram o corpo transformado por batalhas.

Em sua página oficial, a Fundação Gary Sinise diz que já ajudou a construir 77 casas inteligentes para veteranos e já serviu quase 7 mil refeições em eventos para ex-militares. A entidade também financia tratamentos médicos.

“Liberdade e segurança são presentes preciosos que nós, como norte-americanos, nunca devemos dar como garantidos. Devemos fazer tudo o que pudermos para estender nossa mão em tempos de necessidade àqueles que voluntariamente se sacrificam todos os dias para fornecer essa liberdade e essa segurança”, afirma Sinise, na página oficial da fundação.

Como parte do ativismo, Sinise tem usado a sua banda, a Lt. Dan Band, para se apresentar para tropas e arrecadar dinheiro para veteranos deficientes. Mais uma vez, usando seu famoso personagem de Forrest Gump para chegar até homens e mulheres que defenderam as Forças Armadas do país.

O vídeo abaixo, que celebrou em 2021 os dez anos de atividade da Fundação Gary Sinise, mostra o ator interagindo com veteranos e famílias de oficiais das Forças Armadas mortos em ação, incluindo diálogos com viúvas e órfãos. Também são exibidos detalhes das casas adaptadas construídas para ex-militares.

Mais do que um papel

Além da proximidade com o universo militar, Gary Sinise também é um dos nomes da arte norte-americana em sintonia com o conservadorismo. Em 2005, criou o Friends of Abe (Amigos de Abe), grupo de atores conservadores na indústria de cinema norte-americana. Sete anos depois, foi doador da campanha do republicano Mitt Romney na disputa pela Presidência dos EUA, em eleição vencida pelo então presidente Barack Obama.

O ator, de 67 anos, teve outros papéis de destaque, além da participação em Forrest Gump. No cinema, fez parte do elenco de Apollo 13 (1995), outra vez com Tom Hanks, e O Preço de um Resgate (1996), ao lado de Mel Gibson. Já na televisão participou de inúmeras temporadas da série policial CSI.

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2 comentários
  1. Paulo Sergio Tosi
    Paulo Sergio Tosi

    Enquanto isso, no Brasil, os policiais são escorraçados…

    1. Gui
      Gui

      Policiais e todos outros profissionais, com exceção do judiciário e MP, esses são deuses do Olímpio que decidem até o que é fake news e o que não é fake news, no Brasil apenas bandido tem vez e prestígio!

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