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Focado em 'inclusão' e 'diversidade', Serviço Secreto norte-americano comete pior erro em 43 anos

Em entrevista recente, chefe da agência destacou intenção de priorizar recrutas de 'minorias'

Donald Trump é retirado de comício por agentes do Serviço Secreto | Foto: Reprodução/Twitter/X
Donald Trump é retirado de comício por agentes do Serviço Secreto | Foto: Reprodução/Twitter/X

No último sábado, 13, o Serviço Secreto norte-americano tinha uma missão: garantir a segurança do ex-presidente Donald Trump durante um comício em Butler, na Pensilvânia. No entanto, uma falha grave de segurança resultou em um atentado contra o republicano.

Vítima de um atentado, Trump foi atingido na orelha e duas pessoas perderam a vida. A falha é a considerada mais grave do Serviço Secreto desde 1981, quando Ronald Reagan foi alvejado em Washington.

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Segundo o jornal Gazeta do Povo, não se pode afirmar que a política de “diversidade e inclusão” da agência de segurança foi a responsável direta pela falha durante o comício de Trump. Mas a chefe do órgão que tem a função de proteger presidentes e ex-presidentes está sob escrutínio e deve ser interrogada pelo Congresso.

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Chefe do Serviço Secreto foi nomeada por Biden

A chefe do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Kimberly Cheatle, é a segunda mulher a comandar a agência na história. Ela foi nomeada por Joe Biden em maio de 2022.

Em entrevista ao jornal USA Today em abril do ano passado, ela disse que a diversidade deveria se tornar “parte da agência”.

“Eu espero pelo dia em que nós vamos ser capazes de falar sobre esta agência e quem está no comando desta agência e não ter de distinguir se ‘ela é a segunda mulher, ou quinta, ou sexta'”, afirmou. “E que a diversidade seja simplesmente parte da agência.”

Leia também: “Músico de banda de Jack Black, sobre atentado contra Trump: ‘Não erre da próxima vez'”

No mês seguinte, Kimberly Cheatle também falou ao canal CBS para uma reportagem especial sobre o Serviço Secreto. Nela, a chefe da agência reafirmou sua intenção de priorizar recrutas de minorias (que não sejam brancos nem homens).

“Precisamos atrair candidatos ‘diversos’ [de minorias], e desenvolver e dar oportunidades a todos no nosso quadro de funcionários, particularmente as mulheres”, disse.

A agência participa de uma iniciativa para que 30% do efetivo das forças policiais sejam mulheres até 2030. Atualmente, o índice na agência é de 24%.

Leia também: “Atirador foi visto duas vezes por policiais minutos antes de ataque contra Trump”

O Serviço Secreto também mantém programas específicos para favorecer negros, asiáticos, hispânicos, indígenas, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Há duas semanas, por exemplo, a agência realizou uma “Mesa-Redonda com a Comunidade LGBTQ”.

Segurança de Trump teve falhas

Matthew Crooks, o autor do atentado, estava a cerca de 120 metros de distância, no teto de uma construção próxima. O local de onde ele disparou não foi incluído no perímetro de segurança.

O prédio de onde Crooks disparou pertence a uma empresa particular e não é protegido por cercas.

Leia também: “Biden admite que foi um erro incitar apoiadores a ‘colocarem Trump no alvo'”

O trabalho de mapeamento de ameaças é feito previamente pelo Serviço Secreto.

Ainda não está claro por que o prédio de onde Crooks disparou — que fica exatamente nos fundos do local onde o palanque de Trump foi montado — não estava isolado pela agência.

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7 comentários
  1. Sergio Fontes Molleri
    Sergio Fontes Molleri

    Ela declarou que o telhado onde o atirador estava era muito inclinado e, por isso, aumentava a “insegurança” para os snipers de sua unidade. Assim não destacou ninguém para ocupar aquele local.

  2. Otacílio Cordeiro Da Silva
    Otacílio Cordeiro Da Silva

    Como dizia Milan Kundera: “Os olhares dos outros são como a chuva que apaga as inscrições nos muros”. Te cuida FBI…

  3. Gilberto Novaes
    Gilberto Novaes

    Questões identitárias e ideológicas não podem prejudicar o andamento das organizações públicas ou privadas. Apesar de eu não acreditar na política de cotas, eu não me oponho, contanto que os cotistas desempenhem o seu papel com maior ou a mesma qualidade que os colegas. Eu entendo que a ação de cotas visa proporcionar as mesmas oportunidades a pessoas que em tese são discriminadas. Não deve servir para dar oportunidades a quem não tem atributos para exercer a função.

  4. ELIAS
    ELIAS

    Quer dizer que a política de “cotas” chegou aos processos seletivos para a segurança de presidentes e candidatos nos Estados Unidos. Quando a meritocracia é jogada para escanteio, pode se dar como certo a colheita de resultados pífios, em qualquer área.

  5. Jose nelson lopes dos santos
    Jose nelson lopes dos santos

    O mundo pirou. Essa estria de minorias ja encheu o saco

  6. Route 66
    Route 66

    Volto a dizer: o Trump não pode confiar em funcionários do Biden para sua segurança, eles claramente deixaram acontecer pra depois agir.

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