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Colunista do New York Times diz que policiamento ideológico da esquerda vai piorar

Ross Douthat diz que o auge da revolução passou, mas a próxima revolução deve ser mais robusta

policiamento ideológico esquerda
Empresas estão perdendo entusiasmo em lidar com pautas progressistas | Foto: Flickr/redspotted

Ross Douthat, analista político norte-americano, escritor e colunista do jornal New York Times, afirma que “policiamento ideológico da esquerda com onda progressista só vai piorar”.

Em texto traduzido pelo jornal O Estado de S. Paulo, Douthat explica que o auge da cultura woke — termo usado para se referir à agenda da esquerda progressista nos Estados Unidos —, especialmente no mundo empresarial, já passou. Por outro lado, o policiamento ideológico esquerdista vai piorar ainda mais, principalmente na comunidade acadêmica.

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Para mostrar exemplificar como o auge da cultura woke já passou, o colunista do New York Times ressalta a notícia de que o Centro de Pesquisa Antirracista de Kendi, na Universidade de Boston, demitirá de 15 a 20 funcionários. Esse centro foi financiado com a ajuda de Jack Dorsey, fundador do Twitter.

Revolução woke chegou ao fim, mas policiamento ideológico da esquerda vai piorar

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A cultura woke e o policiamento da esquerda seguem cada vez mais firmes nas universidades norte-americanas | Foto: Freepik

“A revolução chegou ao fim”, constata Douthat. “A onda de cancelamentos, renúncias e remoções de monumentos públicos diminuiu. As tentativas de usar o ‘capital woke’ para promover mudanças progressistas encontraram forte resistência, e as empresas estão perdendo entusiasmo por um papel de vanguarda”.

O progressismo também está perdendo espaço na mídia. Segundo Douthat, os jornalistas dos Estados Unidos estão ficando mais críticos e mais céticos em relação à agenda woke. Mas, no mundo acadêmico, o progressismo só se fortalece.

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Yoel Inbar, um professor de psicologia, perdeu um emprego na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) depois de um grupo de estudantes da pós-graduação protestar contra sua oposição aos requisitos de “diversidade, equidade e inclusão”.

O detalhe é que Inbar também é progressista, e havia preenchido sua declaração de apoio. Porém, para os estudantes, sua mera conformidade ideológica foi insuficiente. O fato dele ter criticado a prática da declaração ideológica o tornou “ideologicamente inaceitável”.

“Se os progressistas aceitam juramentos de lealdade em condições calmas, o que eles aceitarão em uma emergência?”, pergunta Douthat. “Provavelmente, aceitarão demais —nesse caso, o próximo pico de wokeness será mais alto, a próxima revolução, mais completa.”

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