A insegurança na Venezuela entrou em nova fase nos últimos dias. Moradores de Caracas relatam medo causado pela atuação de milícias armadas ligados ao chavismo, que circulam pela capital e impedem manifestações. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
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O cenário se agravou com o decreto de Estado de Comoção Exterior. A medida prevê prisão para quem demonstrar apoio à captura do ex-ditador Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Entidades de direitos humanos registraram detenções em Caracas e em outras cidades, inclusive de forma preventiva.
Apesar das prisões, moradores apontam outro foco de temor. Grupos de motociclistas armados abordam pessoas em vias públicas e bairros de Caracas. A circulação ocorre sem reação policial e tem se intensificado, segundo o jornal.
Alerta internacional e impacto psicológico na Venezuela
Em 11 de janeiro, o Departamento de Segurança dos EUA recomendou que cidadãos norte-americanos deixem a Venezuela “imediatamente”. O aviso cita riscos à segurança em meio a contatos entre Washington e a presidente interina Delcy Rodríguez sobre um processo de transição.
A publicação afirma que o medo também se relaciona à operação militar norte-americana de 3 de janeiro. Moradores relataram barulho de aviões, explosões e mísseis em pontos da região metropolitana e de La Guaira. O episódio aumentou a tensão e reduziu a circulação nas ruas.
Histórico e reorganização da milícia
Os “colectivos chavistas”, como é chamada a milícia, surgiram como braço no governo de Hugo Chávez, com a função de sustentar a Revolução Bolivariana. Esses grupos reapareceram perto do Palácio de Miraflores em 5 de janeiro, dia da posse de Delcy Rodríguez. Autoridades atribuíram o episódio a uma “confusão”.
A atuação dessa milícia antecede o atual contexto. De 2016 a 2018, no período de escassez de alimentos e medicamentos, a presença de motociclistas encapuzados coincidiu com momentos críticos da crise.
A organização Insight Crime avalia que os “colectivos” adotaram uma relação mais transacional com o governo. Segundo a entidade, o apoio da ala mais radical do chavismo garante a atuação desses grupos, o que amplia o risco de violência contra opositores percebidos como ameaça.
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A ditadura de plantão tem que acordar e tomar alguma providência, ou. ….