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Clérigo iraniano pede 'derramamento' de sangue de Trump e israelenses

Aiatolá Abdollah Javadi Amoli quer o fim dos EUA

Aeroporto Irã bombardeio
Ataque de Israel ao aeroporto de Teerã | Foto: Reprodução/X/@kann_news

A televisão estatal iraniana transmitiu, nesta quinta-feira, 5, uma mensagem do aiatolá Abdollah Javadi Amoli, na qual incita o “derramamento” de sangue do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de israelenses.

A mensagem do líder religioso foi uma rara declaração vinda de autoridades clericais do país do Oriente Médio. “Estamos agora à beira de um grande teste”, disse o clérigo. “E devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança.”

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Na sequência, ele pediu “o derramamento de sangue sionista, o derramamento do sangue de Trump. O imã da época diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros’.”

Na mesma linha de ameaças, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Washington “lamentará profundamente o precedente que criou com o ataque de torpedo à fragata iraniana Dena em águas internacionais, na quarta-feira 4, que afundou o navio e aparentemente causou a morte da maior parte da tripulação”.

Araghchi ressaltou ainda que o ataque ocorreu sem aviso prévio e o classificou como “uma atrocidade”.

Conflito no Oriente Médio

No último sábado, 28, os Estados Unidos e Israel começaram uma onda de ataques contra o Irã. A ação ocorreu depois da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.

Depois dos ataques, o regime do Irã iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que têm bases militares norte-americanas. São os casos, por exemplo, de Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Já no domingo 29, a mídia iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi morto por ataques dos EUA e de Israel.

“A ofensiva mais pesada da história”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Ele ainda disse que o país persa considera se vingar pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Como resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã com ataques retaliatórios. “É melhor que eles não façam isso”, disse. “Porque, se fizerem, os atingiremos com uma força nunca antes vista.”

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