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Cientistas encontram reservatório de água de 6 milhões de anos

Local está nas profundezas das montanhas Hyblaean, na Sicília, no sul da Itália

Reservatório de água | A Bacia do Mediterrâneo, onde está a Sicília, enfrenta crescentes ameaças decorrentes das supsotas alterações climáticas, incluindo o clima seco e o risco de inundações costeiras | Foto: Reprodução/Redes sociais
A Bacia do Mediterrâneo, onde está a Sicília, enfrenta crescentes ameaças decorrentes das supsotas alterações climáticas, incluindo o clima seco e o risco de inundações costeiras | Foto: Reprodução/Redes sociais

Cientistas europeus revelaram a descoberta de um aquífero oculto ao longo da costa italiana, situado nas profundezas das montanhas Hyblaean, na Sicília, no sul da Itália.

Utilizando mapas, dados e modelagem 3D, uma equipe internacional de especialistas encontrou esse depósito de água doce a aproximadamente 2,4 mil metros abaixo do nível do mar, contendo impressionantes 17,3 quilômetros cúbicos de água.

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A Bacia do Mediterrâneo, onde está a Sicília, enfrenta crescentes ameaças decorrentes das supsotas alterações climáticas, incluindo o clima seco e o risco de inundações costeiras. Os cientistas acreditam que essas “fontes não convencionais de água potável” poderiam ser exploradas.

O que dizem os pesquisadores sobre o reservatório de água

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Cientistas encontram encontram reservatório de água | Foto: Reprodução/Freepik

Os pesquisadores afirmam, em um artigo publicado na revista Communications Earth & Environment, que “a descoberta de um corpo de água subterrânea tão extenso, preservado e profundamente refrescado tem implicações significativas, como uma fonte não convencional de água potável — especialmente considerando as numerosas áreas com escassez de água ao longo das costas do Mediterrâneo (Marrocos, Tunísia, Egito, Líbano e Turquia, por exemplo).”

Leia também: “Cientistas conseguem mapear a Zelândia, continente quase 100% debaixo d’água”

Os pesquisadores também sustentam a possibilidade de o aquífero Hyblaean estar associado à denominada crise de salinidade messiniana, um evento geológico com uma extensão de aproximadamente 700 mil anos, durante o qual a Bacia do Mediterrâneo quase secou por completo.

Estima-se que esse período tenha se encerrado há cerca de 5,3 milhões de anos, quando uma megainundação repentinamente encheu a bacia, restabelecendo sua conexão com o Atlântico através do Estreito de Gibraltar, conforme indicado pela IFL Science.

O estudo destaca que a tecnologia para a exploração e a utilização desses depósitos de água subterrânea profunda já está existe hoje, tornando esses recursos subterrâneos de água potencialmente vastos prontos para serem utilizados.

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