Moradores do Irã entoaram palavras de ordem contra autoridades e contra o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, na noite da terça-feira 10, véspera do aniversário da Revolução Islâmica de 1979.
Em vídeos publicados nas redes sociais, ouvem-se gritos como “Morte a Khamenei”, “Morte ao ditador” e “Morte à República Islâmica”, vindos de varandas em Teerã. Os protestos ocorreram enquanto autoridades lançavam fogos para marcar o 22 Bahman, data que celebra a queda do xá e a ascensão do aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder.
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A AFP informou que não conseguiu verificar a autenticidade dos vídeos divulgados em plataformas como Telegram e X.
Crise no Irã

O Irã enfrenta, há semanas, uma onda de protestos que começou com reivindicações ligadas à crise econômica e evoluiu para críticas diretas ao regime. Segundo ativistas, as manifestações foram duramente reprimidas pelas forças de segurança.
A Human Rights Activists News Agency (HRANA) estima que mais de 6.900 pessoas morreram, entre elas 6.490 manifestantes, além de mais de 52.600 prisões. O movimento é considerado um dos maiores desafios ao regime desde 1979.
Mesmo neste contexto, a Organização das Nações Unidas parabenizou o país, nesta quarta-feira, 11, pelo aniversário da Revolução Islâmica. A manifestação ocorre menos de duas semanas depois de o Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã divulgar relatório segundo o qual ao menos 43 mil pessoas teriam sido mortas pelo regime durante os protestos.
E só para variar a ONU do lado errado da história.