A passagem de um ciclone na Índia deixou ao menos 33 mortos e quase 100 desaparecidos, além de paralisar a vacinação contra a covid-19 em algumas regiões do país. Recentemente, como noticiou Oeste, o sistema de saúde da Índia entrou em colapso devido a uma explosão de casos de covid-19, deixando hospitais superlotados e causando falta de suprimentos médicos, como oxigênio.
Com ventos de até 130 km/h, o Tauktae é um dos piores ciclones a atingir o país em décadas e deixou um rastro de destruição, inundando ruas e derrubando casas, árvores e torres de energia elétrica em Estados como Kerala, Goa, Maharashtra e Gujarat, onde centenas de milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica.
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As autoridades de Gujarat também tentam evitar cortes de energia nos 400 hospitais e fábricas de oxigênio localizados na costa. No domingo, 16, 580 pacientes de covid-19 precisaram ser transferidos para locais mais seguros que os três hospitais de campanha em que estavam. No Estado, mais de dezesseis mil casas foram danificadas e 40 mil árvores arrancadas. A campanha de vacinação contra a covid-19 foi suspensa em Gujarat e Mumbai, no Estado de Maharashtra.
Na costa de Mumbai, uma embarcação petroleira afundou com 273 pessoas a bordo. Destas, 182 foram resgatadas, mas dezenas continuam desaparecidas. Uma grande operação de busca foi montada pela Marinha indiana, mas ondas de até sete metros de altura dificultam a localização dos náufragos. Quase 12.500 pessoas foram evacuadas das áreas costeiras do Estado.
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Covid-19
Enquanto lida com os danos do ciclone, a Índia registrou, no final de segunda-feira, 17, quase 280 mil infecções por covid-19 nas últimas 24 horas e 4.329 mortes, o maior número diário de óbitos até hoje, conforme reportou Oeste. O país já soma mais de 250 mil mortes desde o início da pandemia.
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Com informações do jornal Folha de S.Paulo
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