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China promete retaliar plano da UE para proteger indústria europeia

Ministério do Comércio chinês diz que projeto 'Made in Europe' tem viés discriminatório

China promete retaliar
Pequim informou que enviou comentários à Comissão Europeia para formalizar preocupações | Fonte: J.D. Books/Pexels

A China ameaçou retaliar a União Europeia (UE), nesta segunda-feira, 27, diante das medidas para proteger a indústria do bloco. O Ministério do Comércio chinês classificou a proposta dos europeus como “discriminação sistêmica” e alertou para risco de protecionismo.

Pequim informou que enviou comentários à Comissão Europeia para formalizar “preocupações sérias” sobre o plano.

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“Se a União Europeia avançar com esta legislação e, portanto, prejudicar os interesses das empresas chinesas, a China não terá outra opção exceto adotar represálias para salvaguardar firmemente os direitos e os interesses legítimos de suas empresas”, afirmou a pasta, em comunicado.

Made in Europe’ mira avanço da China

Apresentada em março pelas autoridades europeias, a proposta estabelece regras para empresas que buscam acesso a fundos públicos em setores estratégicos. Automóveis, tecnologia verde e aço estão entre as áreas contempladas pelas exigências.

O texto obriga companhias a incluírem um porcentual mínimo de componentes produzidos no continente europeu. Autoridades europeias defendem a medida como tentativa de recuperar competitividade industrial e conter perda de empregos.

Leia também: “EUA acusam China de operar instalações militares na América Latina”

O plano também responde à pressão de empresas locais, que apontam concorrência desigual com rivais chineses. Essas companhias citam subsídios do Estado comunista como fator que distorce o mercado internacional.

A proposta mira diretamente fabricantes chineses de baterias e veículos elétricos. O modelo exige parcerias com empresas europeias e transferência de tecnologia para atuação no bloco.

Em paralelo, o bloco flexibilizou normas de auxílio estatal para financiar setores estratégicos. Governos nacionais ganharam espaço para ampliar subsídios e incentivos industriais.

Outra frente, conhecida como “Buy EU”, ainda passa por negociação entre os países membros. O projeto prevê direcionar parte significativa das compras públicas a produtos fabricados na Europa. As regras podem exigir até 70% de componentes europeus em veículos elétricos. A meta inclui elevar a participação industrial no PIB europeu de 14% para 20%.

O European Chips Act integra esse esforço e mobiliza cerca de US$ 50 bilhões até 2030. O objetivo é reduzir dependência externa e ampliar a produção de semicondutores.

Atualmente, a participação europeia no setor gira em torno de 10% da produção global. Representantes chineses veem a estratégia como mudança relevante na política comercial europeia.

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