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Coronavírus — Mundo, Mundo

China pressiona economicamente a Austrália

A China anunciou na última segunda-feira, 18, que irá aumentar em 80% a tarifa da cevada australiana, em mais um capitulo da tensão diplomática que virou conflito comercial entre os dois países.

Austrália
Foto: Linda72/Pixabay

Gigante asiático usa o poderio econômico para pressionar o governo australiano a voltar atrás no pedido para investigar a origem do coronavírus

Bandeira Austrália
Foto: Linda72/Pixabay

A China anunciou ontem, segunda-feira 18, que vai aumentar em 80% a tarifa da cevada australiana, em mais um capítulo da tensão diplomática que virou conflito comercial entre os dois países.

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A informação, de acordo com o canal australiano Sky News, causou inquietação no governo da Austrália e também no setor agrícola, que tem uma participação muito importante na economia do país.

Cronologia de uma crise

Tudo começou em 28 de abril, quando o governo australiano, liderado pelo primeiro-ministro conservador Scott Morrison, pediu que a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiasse uma investigação independente sobre a origem do vírus. Esse pedido causou uma reação raivosa do embaixador da China na Austrália, Cheng Jingye, que ameaçou um boicote a produtos australianos.

A ameaça chinesa chegou até mesmo a uma tentativa de interferência na política do país da Oceania após Jingye divulgar uma conversa privada com a secretária de Negócios Estrangeiros e Comércio, Frances Adamso, em que ela demonstra preocupação com a ameaça de boicote e afirma que o pedido de investigação foi inoportuno.

No dia 4 deste mês, a Austrália informou que vai apoiar o retorno de Taiwan à OMS, contrariando mais uma vez o governo comunista de Pequim, que considera Taiwan parte de seu território e busca isolar seu governo democrático da comunidade internacional.

Em 12 de maio, a China anunciou a suspensão das importações dos quatro maiores processadores de carne australiana. O governo chinês negou que a ação seja uma represália ao governo australiano e alegou que, com a medida, pretende “garantir a segurança e a saúde dos consumidores chineses”.

As novas tarifas sobre a cevada aumentam a pressão do setor agrícola sobre o governo da Austrália, que está vendo parte importante da economia do país ser muito afetada pela força econômica de seu maior parceiro comercial, a ditadura comunista da China.

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3 comentários
  1. Japão propõe aliança de países contra a China | Revista Enquete
    Japão propõe aliança de países contra a China | Revista Enquete

    […] defendeu nesta sexta-feira, 29, uma aliança anti-China entre seu país, os Estados Unidos, a Austrália e a Índia. Recentemente, essas nações tiveram desentendimentos diplomáticos com o país […]

  2. ALAN KARDEC BRASIL DA
    ALAN KARDEC BRASIL DA

    A China não suporta 6 meses de diminuição de exportação dos produtos agrícolas de Brasil , USA, Argentina e Austrália . Só 6 meses. Acho que essa soberba toda vai para o espaço…

    1. Ricardo G. Filho
      Ricardo G. Filho

      Exato. A China pagará muito caro por essa pandemia; uma mudança de fornecedores para outros países asiáticos já causará um dano substancial.

  3. Fabricio
    Fabricio

    A China vai tentar se defender como pode (intimidando um e outro individualmente), mas não poderá brigar com o mundo. A conta da China será grande. O 5G chinês subiu no telhado mundo afora e muitas empresas vão rever suas linhas de produção dependente da China.

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