O papel desempenhado pela China foi determinante para que o Irã aceitasse um cessar-fogo temporário com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz ao comércio internacional. Conforme divulgado pela agência Associated Press, fontes anônimas relataram que autoridades chinesas mantiveram diálogo direto com Teerã, em busca de avanços concretos em um acordo de paz.
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Com interesses econômicos relevantes no Oriente Médio, a China tem priorizado a estabilidade regional, dada sua condição de maior parceira comercial tanto do Irã quanto de outros países vizinhos. O entendimento foi alcançado na terça-feira 7, ao estabelecer inicialmente uma trégua de duas semanas entre os dois países.
Diplomacia chinesa e esforços multilaterais
Desde o início do conflito entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro, a diplomacia chinesa intensificou esforços para promover uma solução pacífica. A China manteve contato próximo com o governo iraniano e também realizou articulações com nações do Oriente Médio e da Europa, em que apresentou propostas de paz.
Na terça-feira, Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, publicou no Instagram uma relação de conversas telefônicas feitas pelo chanceler Wang Yi sobre a tentativa de cessar-fogo na região, reforçando o engajamento diplomático de Pequim.
Reações internacionais e próximos passos
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou no Truth Social a trégua entre os Estados Unidos e o Irã nesta terça-feira, pouco antes do fim do ultimato imposto ao governo iraniano. Trump afirmou que, depois de diálogo com o Paquistão, a decisão foi condicionada à reabertura total e imediata do Estreito de Ormuz.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, confirmou no X a trégua provisória e declarou que o estreito permanecerá acessível para trânsito seguro por duas semanas, sob supervisão militar iraniana. O acordo prevê ainda o início de negociações diretas com representantes dos EUA em Islamabad, capital do Paquistão, durante o período da trégua.
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