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Cessar-fogo reduz em mais da metade o número de mortes em Gaza

Apesar da retração na letalidade, o conflito já soma mais de 70 mil mortos, conforme informações do Escritório das Nações Unidas

Israel Linha Amarela gaza
O novo traçado da Linha Amarela cobre 53% do território de Gaza | Foto: Reprodução/Redes sociais

A redução nas mortes na Faixa de Gaza foi expressiva desde o cessar-fogo firmado em 10 de outubro. Em comparação com os períodos equivalentes de 11 semanas antes e depois do acordo, o total de vítimas fatais caiu de 7,9 mil para 3,7 mil, o que representa uma diminuição de 52,7% nos óbitos registrados.

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Apesar da retração na letalidade, o conflito já soma mais de 70 mil mortos, conforme informações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), que utiliza dados do Ministério da Saúde de Gaza. Desde o ataque do Hamas a civis israelenses, em 7 de outubro de 2023, foram contabilizadas ao menos 72,1 mil mortes ligadas ao conflito.

Perfil das vítimas e balanço do conflito

Do total de vítimas, 70,9 mil são palestinos, segundo dados até 23 de dezembro deste ano. Entre os palestinos, 31,7 mil eram homens, 10,4 mil mulheres, 20,1 mil crianças e 4,8 mil idosos. No lado israelense, os confrontos resultaram em mais de 1,2 mil mortes, sendo 1,1 mil identificadas no ataque inicial do Hamas, além de aproximadamente 5,4 mil militares feridos no decorrer das operações terrestres.

O levantamento, realizado pelo Poder360, considerou relatórios semanais da Ocha e comparou os períodos de 11 semanas anteriores e posteriores ao cessar-fogo. Os documentos trazem dados cumulativos de mortes, classificados por grupos populacionais, mas não detalham as causas específicas dos óbitos.

Impacto humanitário e destruição de infraestrutura em Gaza

A diminuição nas mortes não amenizou a crise humanitária. A Ocha aponta que 81% das estruturas de Gaza foram destruídas ou danificadas, incluindo cerca de 430 mil unidades habitacionais, das quais 160 mil foram totalmente demolidas, deixando 1,5 milhão de pessoas sem abrigo adequado.

Além das residências, houve destruição em 2,3 mil instalações educacionais, de creches a universidades, 77% da rede rodoviária e 89% das infraestruturas de água e saneamento foram afetadas. A insegurança alimentar atinge níveis críticos, com fome generalizada declarada na província de Gaza e mais de 1 milhão de crianças precisando de apoio psicossocial urgente.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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