O Exército de Israel anunciou, nesta quarta-feira, 3, que vai reabrir a passagem de Rafah, no sul do território palestino. A medida ocorre em coordenação com o Egito e sob supervisão da União Europeia, “conforme o acordo de cessar-fogo e a direção dos escalões políticos”. O Cairo, no entanto, nega que participará da coordenação.
O plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê a reabertura do ponto. Israel controla a área desde a guerra com o grupo terrorista Hamas, incluindo o corredor Filadélfia, entre Gaza, Egito e Israel.
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O Cogat, órgão do Ministério da Defesa israelense, afirmou à agência de notícias AFP que, “de acordo com o acordo de cessar-fogo (…), o ponto de passagem de Rafah será aberto nos próximos dias exclusivamente para que os residentes da Faixa de Gaza saiam em direção ao Egito”.
Cessar-fogo de Israel e Hamas
A passagem integra o plano de paz de Trump e atende a pedidos antigos de agências da ONU e de organizações humanitárias. Israel assumiu o controle do lado palestino de Rafah em maio de 2024 e afirmou que grupos usavam a área “para fins terroristas”.
O plano norte-americano prevê que a reabertura siga as diretrizes do cessar-fogo de janeiro de 2025, com papel direto da Autoridade Palestina e supervisão da missão europeia Eubam. Esse modelo funcionou até março, quando novos ataques israelenses romperam a trégua.
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Antes da guerra, Rafah era a principal saída para palestinos em Gaza e via de entrada de ajuda humanitária. A passagem ficou quase sempre fechada durante o conflito, com reaberturas breves e controladas.
As Nações Unidas estimam que ao menos 16,5 mil pacientes precisam de atendimento fora de Gaza. Alguns moradores conseguiram autorização para viajar para tratamento em países como Jordânia, Espanha e Itália.
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