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Celulares são proibidos durante conclave para a escolha do papa

A partir das 15h (horário de Roma) desta quarta-feira, 7, sinais de telefonia móvel dentro da Cidade do Vaticano foram desativados

Conclave papa Vaticano
Sinais de telefonia foram desligados na Cidade do Vaticano | Foto: Reprodução/Vaticano News

O conclave para a escolha do novo papa já teve início, cercado de medidas de segurança rígidas. Os cardeais não podem entrar com celulares no recinto. O Vaticano implementou medidas para garantir o sigilo absoluto do processo eleitoral.

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A partir das 15h (horário de Roma) desta quarta-feira, 7, todos os sinais de telefonia móvel dentro da Cidade do Vaticano foram desativados.

A exceção é a Praça de São Pedro, onde o público se reúne para observar a fumaça que indica a eleição do novo papa. Nesta tarde, a fumaça preta foi liberada, o que indica que ainda não houve definição.

Os cardeais também prestam um juramento de sigilo, comprometendo-se a não buscar influências externas e a manter a confidencialidade do processo eleitoral.

Numa mescla de tecnologia moderna e tradição da Igreja Católica, a Capela Sistina foi transformada em uma fortaleza de segurança.

Foram instalados pisos temporários elevados que abrigam dispositivos de bloqueio de sinais, azulejos que bloqueiam sinais e películas nas janelas para dificultar a vigilância por drones.

Em outras épocas, como nos momentos de escolha dos papas Leão II (pontificado em 682–683) e Bento II (pontificado em 684–685) não havia comunicação em tempo real. O que havia em comum é o fato de serem necessários os votos de 2/3 dos cardeais para eleger o papa.

Imperador aprovava decisão do conclave

O sigilo, nos anos 600, era garantido pela limitação física de acesso à informação e pela estrutura clerical romana. O processo era mais lento e profundamente influenciado pela autoridade do imperador bizantino, em Constantinopla.

Isto porque, depois da queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C., a cidade de Roma passou a integrar o Império Romano do Oriente (Bizantino), com capital em Constantinopla.

Leia mais: “Fumaça preta: primeira votação no conclave termina sem escolha do papa”

O papa eleito só podia tomar posse depois da confirmação imperial — o que causava longos períodos com o cargo de papa vago.

Segundo o Livro dos Pontíficese e a Enciclopédia Católica, Leão II foi eleito em 681, mas só começou seu pontificado em 682, depois do consentimento do imperador bizantino Constantino IV.

Bento II também teve de esperar confirmação imperial, até que conseguiu o direito de ser confirmado diretamente pelo clero romano.

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