O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou reuniões sobre o futuro do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. Paralelamente, a Casa Branca e o Palácio de Miraflores mantêm negociações informais autorizadas pelo norte-americano.
Segundo o jornal The New York Times, Maduro ofereceu renunciar depois de uma transição de dois a três anos, mas os EUA recusaram.
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Além disso, o venezuelano também prometeu ampliar o acesso de empresas norte-americanas às reservas de petróleo. Segundo o NYT, a proposta de Maduro está em análise.
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Trump, porém, reforçou a pressão sobre o país ao posicionar o porta-aviões USS Gerald R. Ford no Caribe. Ele autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela para preparar um “campo de batalha para ações futuras”, sem uso direto de tropas.
Trump disse no Air Force One que está disposto a conversar com Maduro. Afirmou que já tomou uma decisão sobre a Venezuela, mas não a detalhou. “Não posso dizer o que é, mas fizemos muitos progressos em termos de impedir a entrada de drogas”, afirmou.
Trump aumenta pressão sobre Maduro
Desde setembro, o governo norte-americano ampliou sua presença na região. A Operação Lança do Sul reúne navios de guerra e cerca de 15 mil militares posicionados a distância de ataque. Nesse período, as Forças Armadas dos EUA fizeram 21 ações contra embarcações suspeitas de tráfico, que resultaram em mais de 80 mortos.
Autoridades confirmam que a CIA identificou instalações ligadas ao tráfico na Venezuela. Não há definição sobre possíveis ações, e Trump ainda não autorizou tropas em território venezuelano. O Pentágono avalia ataques a instalações de drogas e a unidades militares próximas a Maduro.
Outra proposta envolve enviar forças especiais para capturar ou matar Maduro. Washington acusa o presidente venezuelano de chefiar o Cartel de los Soles e oferece recompensa de US$ 50 milhões.
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No domingo 16, o Departamento de Estado anunciou que designará o Cartel de los Soles como organização terrorista a partir de 24 de novembro, medida que pode abrir caminho para ação militar.
Maduro reage e diz estar aberto a diálogo “cara a cara”
Maduro afirmou que está disposto a conversar “cara a cara” com Trump. Ele classificou a presença militar dos EUA como “perseguição sem precedentes”, com pressão psicológica e ameaças. Disse que “a paz não tem alternativa” e que diferenças se resolvem pela diplomacia.
O líder venezuelano afirmou que a mobilização dos EUA revitalizou as Forças Armadas e as milícias e disse que “atacar a Venezuela seria o fim político do presidente Donald Trump”. Por outro lado, a oposição do país pressiona o Exército a abandonar Maduro.









































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