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Candidato apelidado de 'Bukele colombiano' cresce nas pesquisas com discurso de segurança

Abelardo de la Espriella aposta em propostas de endurecimento penal e combate ao crime organizado

Abelardo de la Espriella
O advogado Abelardo de la Espriella, candidato à presidência da Colômbia | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O advogado Abelardo de la Espriella disputa as eleições presidenciais da Colômbia neste domingo, 31. O candidato cresceu nas pesquisas com um discurso focado em segurança pública e endurecimento penal. População e analistas chamam o político de “Bukele colombiano”, em referência ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

A ascensão de Espriella reflete o desgaste do governo de Gustavo Petro. O aumento da violência por grupos armados, dissidências das Farc e narcotráfico impulsiona a candidatura. Além disso, ataques recentes com drones e confrontos armados colocaram a segurança no centro do debate eleitoral.

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Pesquisa Atlas/Intel indica o governista Iván Cepeda na liderança do primeiro turno com 38,7% dos votos, contra 37,3% de Espriella. Porém, o advogado venceria Cepeda no segundo turno por 50% a 41,3%. A consultoria Guarumo também confirma a vitória de Espriella no cenário de segundo turno.

Espriella une Bukele e Milei em propostas

Espriella promete “mão de ferro” contra o crime. O candidato defende a militarização, a construção de megacárceres e o fim da política de “Paz Total” de Petro. Segundo ele, o modelo de Bukele em El Salvador seria “plenamente aplicável” à Colômbia.

Já na economia, ele propõe redução do Estado, corte de impostos e uso de inteligência artificial. Essa linha atrai conservadores e empresários e lembra o governo de Javier Milei na Argentina.

A trajetória profissional do advogado, no entanto, gera debates. Espriella defendeu Alex Saab, acusado pelos EUA de lavar dinheiro para o regime venezuelano. Ele também defendeu David Murcia Guzmán, condenado por criar uma grande pirâmide financeira na Colômbia.

Críticos afirmam que defender esses clientes contradiz o discurso anticorrupção do candidato. O político, porém, argumenta que exerceu o direito de defesa técnica dentro dos limites legais.

Especialistas enquadram Espriella no “efeito Bukele” da América Latina. A diferença principal é que Bukele foi prefeito antes de ser presidente. Espriella, no entanto, é um “outsider”, pois tenta governar o país sem experiência administrativa anterior.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    A America latina tem pressa . Cobrem de Espriella após eleito.

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