publicidade
Mundo

Na ONU, Brasil se abstém em votação para condenar o Irã por repressão a mulheres

Ao todo, 66 países decidiram não se posicionar, incluindo todos os integrantes do Brics

Brasil decidiu não se posicionar contra repressões do Irã | Foto: Foto: Ricardo Stuckert/Secom
Brasil decidiu não se posicionar contra repressões do Irã | Foto: Foto: Ricardo Stuckert/Secom

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu se abster em uma resolução que condena o Irã pela repressão contra mulheres, pela violência usada para silenciar manifestantes e pela onda de penas de morte pelas autoridades em Teerã. Nenhum país do Brics votou por condenar o Irã na Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta quarta-feira, 20, a entidade analisou uma resolução de condenação apresentada por europeus e norte-americanos. O texto recebeu o apoio de 77 países e foi aprovado com os votos de outros governos de esquerda, como Chile, México, Espanha e Colômbia.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Integrante do Brics, o Irã observou que todos os seus parceiros no grupo de economias emergentes evitaram aprovar uma condenação relacionada à situação dos direitos humanos no país. Ao todo, 28 nações votaram contra a resolução, incluindo Rússia e China, que também fazem parte do bloco.

Outros 66 países decidiram pela abstenção, entre eles Brasil, África do Sul, Egito, Índia, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita, todos integrantes do Brics.

No início do ano, o Itamaraty avaliou que o isolamento do Irã, defendido pelas potências ocidentais, apenas intensificaria o radicalismo em Teerã, além de acelerar o desenvolvimento de uma arma nuclear pelo país.

Em abril, por exemplo, o Brasil optou por se abster em uma votação da ONU que ampliava o mandato da entidade para investigar violações de direitos humanos no Irã, especialmente após os protestos liderados por mulheres a partir de 2022.

Essa iniciativa, contudo, foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, com 24 votos favoráveis, 15 abstenções e oito contrários.

Brasil justifica abstenção sobre Irã

Em um discurso nesta quarta-feira, a delegação brasileira explicou sua decisão de abstenção. Segundo o Itamaraty, o Brasil “reconhece os esforços do Irã para acolher uma das maiores populações de refugiados do mundo, com mais de 3,7 milhões de refugiados afegãos”.

Leia também: “Príncipe da Arábia Saudita manifesta apoio ao Irã e acusa Israel de ‘genocídio'”

O governo também mencionou a diretriz de novembro de 2023, a “Referência a convenções internacionais Convenções Internacionais de Direitos Humanos em Decisões Judiciais”.

O Itamaraty elogiou ainda “o envolvimento do Irã com os órgãos de tratados de direitos humanos, ao mesmo tempo em que reiteramos nosso apelo para que o governo iraniano também colabore com os procedimentos especiais do Conselho de
Conselho de Direitos Humanos”.

Em explicação à abstenção, o Itamaraty acrescentou que “continua preocupado com os relatos de violações contra mulheres, defensores dos direitos humanos e minorias religiosas e étnicas”.

Leia também: “Agentes do Irã planejaram assassinato de Trump, diz Departamento de Justiça dos EUA”

“Há também a necessidade de revogar as leis discriminatórias de gênero existentes e promover os direitos das mulheres e das meninas”, disse.

Apesar das preocupações, o Brasil optou pela abstenção.

“No entendimento de que o Irã está comprometido a fortalecer seus esforços para melhorar a situação dos direitos humanos no país, e no espírito de um diálogo construtivo, o Brasil se absterá”, completou.

Leia mais sobre:

19 comentários
  1. Carla Mendes Alpendre
    Carla Mendes Alpendre

    O Brasil dizendo que acredita que o Irã terá um diálogo construtivo! Hahaha gente… o recado está dado. Esse governo é um retrocesso moral, econômico e social. Até onde iremos?

  2. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    O cinismo dessa camarilha do molusco 🦑 é inacreditável!🦑😡🤬🤮

  3. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Cada vez mais a carniça bêbada jogando, junto com a Suprema Bosta, o Brasil à beira do abismo!

  4. DLR
    DLR

    É esse o governo que jura de pés juntos estar ao lado das mulheres e do homossexuais (como é fato de amplo conhecimento, no Irã homossexuais também são reprimidos) e diz que Bolsonaro é feminicida e homofóbico? Ah, tá. Entendi. Esse imbecil e sua gang enganam quem acredita neles, porque sabem ter o apoio do STF, do Pachecão, da mídia podre e militante, de muito idiota nas universidades e porque aqui tem um monte de burro e jumento que acredita nele, doentes mentais crônicos, incapazes de enxergar que a realidade dos fatos vai contra suas crenças políticas e ideológicas.

  5. FORA LULA
    FORA LULA

    surreal, o desguvernu do pinguço cita o suposto acolhimento de refugiados pela ditadura iraniana… e nenhuma palavra nem camiseta do “mexeu com uma…” a hipocrisia reina entre os fariseus.. em defesa da democracia.

  6. Brian
    Brian

    Governo do amor que idolatra os terroristas do Hamas, do MST e todas as ditaduras. Apoiar massacre a mulheres é o normal para comunistas.

  7. Rômulo Eustaquio Braga
    Rômulo Eustaquio Braga

    Só blá blábláblá eleitoreiro e falsa imagem de “bom Samaritano “…
    Na hora de colocar em prática às falas… borra nas calças ou melhor nas fraldas

  8. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    O ato de Lula faz parte da “recivilização” do STF, anunciado pelo ministro Barroso. É só “amor”, um amor que no Irã a mulher não tem direito algum e o marido pode castigá-la com chicotadas. Mas o consórcio STF/lulopetismo aprova, porque a identificação ideológica está acima.

  9. Luiz Carlos Mendonça
    Luiz Carlos Mendonça

    E isso tudo porque se intitularam “o governo do amor”. Só não disseram AMOR a que, ou a que. Conrad ‘basics’: “The Horror.. The Horror…”

  10. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O Brasil não é apenas uma vergonha para os brasileiros conscientes, é uma vergonha para toda a humanidade.

  11. David S
    David S

    A que ponto de indecência nós chegamos.
    A tal explicação do corpo diplomático, beira a imoralidade……

  12. Paulo
    Paulo

    Onde o artigo cita Brasil, leia-se servidores públicos brasileiros. O contribuinte, que paga a festa, não concorda com esse voto feito por eles em nome do país.

    1. Célio Antônio Carvalho
      Célio Antônio Carvalho

      Opa meu caro Paulo. Não generalize e confunda as coisas! Os Servidores Públicos são os maiores pagadores de impostos diretos em seus contracheques! Nós pagamos 27,5% de IRPF e 14% para aposentadoria integral. Em fundos prórios. Alguns ainda têm de cobrir os rombos feitos por ladrões e corruptos(pagando outra vez)!
      Não conhece, não fale!
      É abominável sim essa posição dos COMUNISTAS e retrógrados. Onde já se viu uma mulher ter de cobrir o seu corpo? Não participar ativamente da vida pública, política e social de uma nação?

  13. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    O Brasil apoia maltratar as mulheres, tio o do ladrao, veja os filhos kkkkkk

  14. ljorgedacunha@gmail.com
    [email protected]

    Abster de condenar a repressão às mulheres é apoiar o maltrato às mulheres. É incentivar o suplício que muitas mulheres passam pelo mundo. É uma grande vergonha e desrespeito com a cidadã brasileira.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.