O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a atuação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero como novo adido militar da Embaixada da Venezuela em Brasília. O militar sofreu sanções dos Estados Unidos em novembro de 2024, sob acusações de participação na repressão a protestos contra o regime chavista.
O analista político Ivan Kleber, integrante do De Leste a Oeste, com Ana Paula Henkel, divulgou a informação inicialmente. O assunto ganhou repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira, 20.
Receba nossas atualizações
Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, Reyes Rivero integrou operações conduzidas pelo regime do então ditador Nicolás Maduro durante manifestações. A população realizou protestos depois das eleições presidenciais venezuelanas de julho de 2024. A oposição e organismos internacionais contestam até hoje o resultado do pleito, do qual Maduro se declarou vencedor.
As acusações dos EUA incluem repressão armada contra manifestantes, detenções arbitrárias e agressões contra menores. O governo norte-americano também aponta a participação de autoridades em ações para sustentar o chavismo durante a crise política venezuelana.
Governo brasileiro ignorou sanções norte-americanas
O aval brasileiro para a nomeação do militar ocorreu em abril deste ano, segundo informações confirmadas pelo jornal espanhol El País.
De acordo com o governo brasileiro, o país reconhece apenas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, e não punições unilaterais impostas pelos EUA. Como Reyes Rivero ocupará o cargo de adido militar, a autorização passou pelo Ministério da Defesa do Brasil.
As sanções impostas pelos norte-americanos incluem bloqueio de eventuais bens sob jurisdição dos EUA, proibição de transações financeiras com cidadãos e empresas norte-americanas e inclusão do militar na lista de sancionados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste






































Normal. O Brasil já avacalhou com a Magnitsky. O lula pode prejudicar o país mas não perderá uma só oportunidade para irritar o Trump.
Esse general vem se esconder e atuar nas sombras para o regime de Delcy.