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Bono Vox interrompe show do U2 e homenageia opositor de Putin que morreu na prisão

Plateia ovacionou Alexei Navalny, morto em uma colônia penal no Ártico

O vocalista Bono Vox, no palco de um show em Las Vegas, pede aplausos a Alexei Navalny, opositor de Putin morto na prisão. O piso do palco é laranja, e o fundo da imagem é preto.
O cantor relembrou que, no próximo dia 24, ocorrerá o 'aniversário' de dois anos da invasão da Ucrânia pela Rússia | Foto: Reprodução/Twitter

O vocalista do U2, Bono Vox, interrompeu um show da banda no The Sphere, em Las Vegas, para homenagear Alexei Navalny. Este último, líder da oposição ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, morreu na sexta-feira 16, aos 47 anos. Ele estava em uma colônia penal em Kharp, no Ártico.

Durante a homenagem, no sábado 17, a plateia ovacionou o opositor de Putin.

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O cantor relembrou que, no próximo dia 24, ocorrerá o “aniversário” de dois anos da invasão da Ucrânia pela Rússia. “Para estas pessoas, ‘liberdade’ é a palavra mais importante do mundo”, disse Bono Vox. “Tão importante que ucranianos estão lutando e morrendo pela liberdade.”

No show, o vocalista do U2 criticou o presidente da Rússia. “Aparentemente, Putin nunca dirá seu nome”, disse, antes de puxar coro pelo nome do opositor do Kremlin. “Então pensei que hoje, nós, pessoas que acreditamos na liberdade, devemos dizer seu nome. Não apenas lembrá-lo, mas dizê-lo: Alexei Navalny!”

O opositor de Putin liderava havia mais de dez anos os dissidentes no país. Navalny foi preso há pouco mais de três anos, depois de retornar da Alemanha para a Rússia. Ele se exilou no exterior depois de sofrer uma tentativa de envenenamento em um avião.

Quem foi Alexei Navalny, opositor de Putin que morreu na prisão

Navalny ganhou destaque por satirizar a elite em torno de Putin. Ele também acusava o governo russo de corrupção.

Em 25 de dezembro, a sua porta-voz, Kira Yarmysh, informou que Navalny havia falado com o seu advogado de dentro da prisão de Yamal-Nenets, na região ártica da Rússia. A penitenciária fica a cerca de 1,9 mil quilômetros de Moscou.

Leia também: “Kremlin se manifesta sobre morte de Alexei Navalny

“Alexei é o principal rival de Putin, embora o seu nome não esteja nas urnas”, disse Yarmysh à agência Associated Press. “Eles farão tudo o que puderem para isolá-lo.”

Ele estava desparecido desde 6 de dezembro de 2023, o que fez o governo dos Estados Unidos manifestar profunda preocupação com o bem-estar de Navalny. O país norte-americano atribuiu às autoridades russas a responsabilidade pelo opositor.

Castigos na prisão

Durante toda a sua pena de prisão, Alexei Navalny quase nunca foi libertado da cela de punição. De acordo com o Novaya Gazeta, o ativista sofria penalidades “selvagens e absurdas”.

A partir de agosto de 2022, Navalny esteve em celas de castigo 27 vezes, por mais de 300 dias. Os motivos variavam: desde um botão desabotoado na camisa até o fato de não ter colocado imediatamente as mãos atrás das costas, quando abordado por policiais.

Leia também: “Navalny estava ‘saudável e feliz’, diz mãe do opositor de Putin que morreu na prisão”

Sem assistência médica, Navalny foi de colônia em colônia até o extremo norte, onde vivia em exílio, sem receber notícias nem correspondências.

Segundo a publicação, os advogados não podiam se comunicar com Navalny nem transferir ao cliente os documentos necessários para as audiências judiciais.

Colônia de regime geral Pokrovskaya

Antes das celas de punição, Navalny permaneceu na colônia penal, onde os prisioneiros recebiam a instrução de ignorá-lo.

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Depois de retornar do hospital, onde acabou em greve de fome, Navalny não teve permissão para dormir. À noite, a cada duas horas, as autoridades da colônia o acordavam e classificavam o ativista como “propenso a fugir”.

Abusos contra o opositor de Putin

Em 12 de agosto de 2022, Navalny foi para uma cela de castigo pela primeira vez em três dias, sob o pretexto de um botão desapertado. De lá para cá, quase não viu a luz do sol.

De acordo com a lei, um preso não pode ir a uma cela de castigo por mais de 15 dias. No entanto, as administrações das colônias contornam essa restrição: libertam o prisioneiro depois de o fim da pena, constatam uma violação no mesmo dia e, no dia seguinte, o levam de volta para a ala de isolamento.

Médicos russos haviam enviado uma carta aberta a Putin. Na comunicação, os profissionais pediam para que parassem com o “abuso” contra o prisioneiro.

Leia também: “Desastre diplomático”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 182 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Igor Britto
    Igor Britto

    Bono Vox é outro bosta bem grande, mas essa homenagem em si foi justa, Putin é tão grotesco e pavoroso quanto ele próprio.

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