publicidade
Mundo

Biden marca reunião com Xi Jinping para falar sobre a Rússia

Líderes devem discutir meios de pôr fim à invasão na Ucrânia

empresas chinesas
Photographer: Lintao Zhang/

O presidente dos EUA, Joe Biden, vai conversar com o secretário-geral do Partido Comunista da China, Xi Jinping, sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. A reunião será amanhã, informou nesta quinta-feira, 17, a Casa Branca.

“Os dois líderes discutirão sobre a competição entre nossos países e também sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia, entre outros assuntos”, declarou a porta-voz do governo Biden, Jen Psaki, em um comunicado.

Receba nossas atualizações

As duas potências adversárias políticas e econômicas têm adotado posturas diferentes desde o início da invasão militar da Rússia na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro. Os Estados Unidos já anunciaram pacotes de sanções financeiras severas aos invasores. Na quarta-feira 16, Joe Biden se referiu ao presidente russo Vladimir Putin como um “criminoso de guerra”.

Biden estava conversando com jornalistas na Casa Branca, quando uma repórter o interpelou: “Senhor presidente, depois de tudo que estamos vendo, você está pronto para chamar Putin de criminoso de guerra?”. Ele respondeu que não. Na sequência, outra profissional perguntou se Biden irá para a Polônia, onde há um fluxo de refugiados partindo da Ucrânia. Ele, então, voltou à primeira repórter e disse: “Ah, penso que Putin é um criminoso de guerra”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu ao comentário do presidente norte-americano. “É inaceitável, de uma retórica imperdoável”, disse, segundo reportagem da agência de notícias russa TASS.

Por sua vez, a China tem evitado um posicionamento mais assertivo sobre a questão. O governo de Pequim se recusou a condenar a aliada Rússia pela invasão da Ucrânia, enquanto manifestou que a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o leste contribuiu para a escalada das tensões na região.

A última conversa entre Biden e Xi Jinping aconteceu num encontro virtual que durou mais de três horas em novembro de 2021. O telefonema marcado para esta sexta-feira ocorre dias depois de uma longa e tensa reunião entre representantes dos dois países em Roma, também para discutir a invasão da Ucrânia.

Relacionadas

Leia mais sobre:

6 comentários
  1. José Roberto Lima
    José Roberto Lima

    Quem tem que parar de se meter nós outros países é a desgraça dos Estados Unidos, para de financiaram golpes seus fdps.

  2. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    A maioria do povo chinês e do povo americano abaixam suas cabeças e dizem… calem-se! Eles sabem o que fazem…

  3. Angela
    Angela

    Diga olá ao ouro russo e ao petroyuan chinês

    Por Pepe Escobar

    A União Econômica da Eurásia, liderada pela Rússia, e a China acabaram de concordar em projetar o mecanismo para um sistema financeiro e monetário independente que contornaria as transações em dólares.

    Demorou muito, mas finalmente algumas linhas-chave das novas fundações do mundo multipolar estão sendo reveladas. Na sexta-feira, após uma reunião por videoconferência, a União Econômica da Eurásia (EAEU) e a China concordaram em projetar o mecanismo para um sistema monetário e financeiro internacional independente. A EAEU consiste na Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Bielorrússia e Armênia, está estabelecendo acordos de livre comércio com outras nações da Eurásia e está progressivamente se interconectando com a Iniciativa Chinesa do Cinturão e Rota (BRI). Para todos os efeitos práticos, a ideia vem de Sergei Glazyev, o principal economista independente da Rússia, ex-assessor do presidente Vladimir Putin e do ministro da Integração e Macroeconomia da Comissão Econômica da Eurásia, o órgão regulador da EAEU. O papel central de Glazyev na elaboração da nova estratégia econômico-financeira russa e eurasiana foi examinado aqui. Ele viu o aperto financeiro ocidental em Moscou chegando anos-luz antes dos outros. De forma bastante diplomática, Glazyev atribuiu a fruição da ideia aos “desafios e riscos comuns associados à desaceleração econômica global e às medidas restritivas contra os estados da EAEU e a China”. Tradução: como a China é uma potência eurasiana tanto quanto a Rússia, e eles precisam coordenar suas estratégias para contornar o sistema unipolar dos EUA. O sistema eurasiano será baseado em “uma nova moeda internacional”, muito provavelmente tendo como referência o yuan, calculado como índice das moedas nacionais dos países participantes, bem como os preços das commodities. O primeiro rascunho já será discutido até o final do mês. O sistema eurasiano está destinado a se tornar uma alternativa séria ao dólar americano, pois a EAEU pode atrair não apenas nações que aderiram à BRI (o Cazaquistão, por exemplo, é membro de ambos), mas também os principais atores da Organização de Cooperação de Xangai ( SCO), bem como ASEAN. Atores da Ásia Ocidental – Irã, Iraque, Síria, Líbano – estarão inevitavelmente interessados. A médio e longo prazo, a disseminação do novo sistema se traduzirá no enfraquecimento do sistema de Bretton Woods, que até mesmo os jogadores/estrategistas sérios do mercado americano admitem estar podre por dentro. O dólar americano e a hegemonia imperial enfrentam mares tempestuosos.

    Segue em inglês aqui: https://thecradle.co/Article/columns/7975

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade