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Biden e Putin vão conversar sobre a crise na Ucrânia neste sábado

Há poucos dias, Biden pediu para que os cidadãos norte-americanos e os funcionários não essenciais da embaixada dos EUA deixassem a Ucrânia

Biden e Putin
Foto: Divulgação

Joe Biden e Vladimir Putin, presidentes dos EUA e da Rússia, devem conversar por telefone neste sábado, 12, sobre a crise na Ucrânia, de acordo com agências internacionais. Putin havia solicitado que o telefonema acontecesse na segunda-feira 14, mas o líder do Executivo norte-americano insistiu para que a conversa ocorresse mais cedo, em razão de um possível ataque à Ucrânia por parte do governo russo.

Há poucos dias, Biden pediu para que os cidadãos norte-americanos e os funcionários não essenciais da embaixada dos Estados Unidos deixassem a Ucrânia o mais cedo possível. Antes de fazer o telefonema, Putin deve conversar com Emmanuel Macron, presidente francês, que foi para a Rússia nesta semana.

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Ucrânia pede calma

Neste sábado, 12, o governo ucraniano pediu calma aos cidadãos. Dmytro Kyleba, ministro das Relações Exteriores, disse que as Forças Armadas do país estão prontas para repelir qualquer ataque de uma possível invasão da Rússia.

“Agora é fundamental permanecer calmo e unido dentro do país e evitar ações que prejudiquem a estabilidade e semeiem pânico”, completou Kyleba, em comunicado.

A origem do conflito

“Os russos são ressentidos com a Ucrânia”, afirmou o cientista político Gunther Rudzit, em entrevista a Oeste. “O país sempre fez parte do Império Russo, foi sua primeira capital. Então, os russos entendem que a Ucrânia pertence à Mãe Pátria. O segundo ponto é que a declaração de independência da Ucrânia, proferida em 1991, acelerou a dissolução da União Soviética. Desde aquela época, há um problema na psique do cidadão russo comum. Eles têm a percepção de que as potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, querem novamente dissolver seu país”.

Segundo Rudzit, em 2018, quando se discutia a possibilidade de expandir a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para Georgia e Ucrânia, isso acendeu o sinal vermelho para Putin. “Não à toa, houve a invasão da Georgia”, disse. “Em 2014, quando a Ucrânia aventava a possibilidade de entrar na União Europeia, houve a anexação da Crimeia. Agora, aproveitando-se de um momento de fraqueza dos Estados Unidos, Putin está traçando uma linha vermelha para rachar a Otan. Ele sonha em ver a Otan desfeita. Caso isso não seja possível, o objetivo é tirar as tropas da Otan dos países do Leste Europeu”.

Em janeiro deste ano, época em que foi feita a entrevista, Rudzit dizia ser improvável uma invasão em larga escala. “Primeiro, porque haveria um custo econômico muito grande”, afirmou. “A principal vantagem norte-americana é que o mundo depende do dólar. Todas as transações baseadas em dólar precisam passar por algum banco dos Estados Unidos. Quando isso acontece, a jurisdição do país se impõe. Na prática, as transações podem ser bloqueadas”.

A segunda questão, segundo Rudzit, é que a Rússia sofreria com um eventual conflito bélico, principalmente porque o inverno não foi tão forte quanto o esperado. “O solo não está congelado, o que dificulta a passagem de tanques pesados”, explicou.

“O terceiro fator que tornaria improvável a invasão de Kiev é o alto número de mortes, tanto do lado ucraniano quanto do russo”, observou Rudzit. “A Rússia se isolaria ainda mais, teria um custo diplomático altíssimo. Além disso, a Ucrânia é um país grande, onde a população está se armando para fazer uma guerra de guerrilha. Por ora, descarto um conflito bélico. No entanto, a população tem de se preparar para eventual escassez de energia, gás e comida”.

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3 comentários
  1. Angela
    Angela

    Fraquinha a análise. Se a OTAN fosse desfeita, uma estrutura sememlhante seria criada com a mesma cumplicidade promíscua dos aliados. Agora é olhar a foto acima para constatar quem é o encurraldo..

  2. analisando
    analisando

    Olha a importância de uma população armada.
    O que mais desgasta uma ocupação pelas forças russas, não é as forças armadas da Ucrânia, mas sim a guerrilha que será instalada pós ocupação pela população bem armada atual.

  3. Josué
    Josué

    O que acho interessante é que atualmente as tais ditas análises dos especialistas cada vez mais se parecem com especulação de vizinho curioso do que com uma análise imparcial.

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