A BBC reconheceu um erro editorial em sua cobertura do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, por não ter citado os judeus como os principais alvos do genocídio nazista em introduções exibidas na programação matinal. A emissora se desculpou. O dia 27 de janeiro foi definido pela Organização das Nações Unidas para lembrar as vítimas do regime que provocou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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A falha, conforme relata o Israel Hayom, apareceu em chamadas de programas como o BBC Breakfast. Em uma delas, o apresentador Jon Kay afirmou que a data lembrava “as seis milhões de pessoas assassinadas pelo regime nazista há mais de 80 anos”, sem mencionar que o extermínio teve caráter especificamente judaico.
A Campaign for Media Standards revelou que a mesma formulação foi repetida ao longo do dia por diferentes apresentadores, o que revelou o uso de um roteiro padronizado. A Campaign for Media Standards é um grupo de monitoramento e pressão da sociedade civil no Reino Unido que acompanha, critica e cobra padrões editoriais da mídia, especialmente da BBC.
Para Lord Pickles, ex-enviado britânico para assuntos do pós-Holocausto, a omissão configura “um exemplo inequívoco de distorção do Holocausto, que é uma forma de negação”. Segundo ele, “esse tipo de obscurecimento era comum durante o controle soviético de partes da Europa. Para a BBC utilizá-lo hoje é chocante. Eles deveriam combater o antissemitismo, não ajudá-lo”.
A diretora-executiva do Holocaust Educational Trust, Karen Pollock, também criticou a abordagem. “O Holocausto foi o assassinato de seis milhões de homens, mulheres e crianças judeus”, afirmou ela. “Qualquer tentativa de diluir o Holocausto, retirar sua especificidade judaica ou compará-lo a eventos contemporâneos é inaceitável em qualquer dia. No Dia da Memória do Holocausto, isso é especialmente doloroso, desrespeitoso e errado.”
Especialistas alertam que o ensino sobre o Holocausto atravessa um “momento singularmente perigoso”, marcado pela morte dos últimos sobreviventes e pelo crescimento do antissemitismo. Principalmente depois dos ataques de 7 de outubro, feitos pelo grupo terrorista Hamas.
Em outras frentes, a própria BBC reconheceu corretamente o caráter judaico do genocídio. Em sua cobertura digital, a emissora exibiu imagens do rei Charles III e da rainha Camilla acendendo velas no Palácio de Buckingham em memória da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau, com menção aos “seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial”.
Rei Charles III homenageia vítimas do Holocausto
Patrono do Holocaust Memorial Day Trust, Charles III tornou-se no ano passado o primeiro monarca britânico a visitar Auschwitz, durante as cerimônias que marcaram os 80 anos da libertação do campo. Ele também encomendou, em 2022, retratos de sete sobreviventes do Holocausto. Nesta semana, reuniu-se com alguns deles ou com familiares daqueles que já morreram.
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Ele ouviu o depoimento der Lorraine Lawrence, filha de Zigi Shipper, um dos sobreviventes retratados: “Sentimos que todos eles deveriam estar conosco hoje”, disse ela. A reação de Charles foi direta. “Eles estão em espírito”.
O ex-diretor de televisão da BBC Danny Cohen classificou o episódio como “um novo ponto mais baixo para a emissora pública”. Ele acrescentou que não identificar corretamente as vítimas “é um insulto à memória delas e favorece extremistas”.
Em nota, a BBC informou que outras reportagens exibidas ao longo do dia mencionaram corretamente os judeus, mas reconheceu erro nas introduções e em boletins específicos. “Essas referências foram redigidas incorretamente, e pedimos desculpas por isso. Ambas deveriam ter se referido a ‘seis milhões de judeus’, e publicaremos uma correção em nosso site”, declarou a emissora.






































ABBc está cada dia pior e perdendo a sua credibilidade.
Quanto mais à esquerda ela se posiciona, mais cretina ela é.