O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, fez novas acusações contra o Hamas, nesta sexta-feira, 2, e responsabilizou o grupo terrorista pelos roubos a pacotes de ajuda humanitária em Gaza.
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Em um discurso, Abbas declarou que “as gangues afiliadas ao Hamas são as principais responsáveis” pelos crimes cometidos e afirmou que, no momento apropriado, essas facções serão responsabilizadas diante da lei.
Essas declarações de Abbas refletem novamente sua crescente frustração com o Hamas, especialmente no contexto da crise humanitária que continua a se intensificar na Faixa de Gaza.
O presidente palestino ressaltou que o Hamas deveria “entregar os reféns” e, mais importante, acabar com o seu controle sobre Gaza. “Hamas deve acabar com seu controle sobre a Faixa de Gaza e entregar suas armas à AP.”
Abbas também sugeriu que o Hamas se transformasse em um movimento político, desmilitarizando-se, para que a região pudesse alcançar a estabilidade.
Nesse cenário, a recente nomeação de Hussein al-Sheikh para o cargo de vice-presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que de certa forma engloba a AP, é vista como uma tentativa de Abbas de preparar sua sucessão.
Al-Sheikh, conhecido por sua longa trajetória política e estreitos laços com Israel e os Estados Unidos (EUA), assume uma posição importante na OLP, embora, ao contrário do que muitos esperavam, não tenha recebido poderes formais de sucessão.
A escolha de Abbas gerou controvérsias, especialmente devido a acusações de que ele colabora com as autoridades israelenses e norte-americanas. Muitas pessoas dentro da Palestina veem essa proximidade como uma traição. Isto tem gerado críticas intensas nas redes sociais.
Muitos acreditam que a verdadeira transição de poder só acontecerá por meio de eleições democráticas, uma demanda crescente da população palestina.
Golpe do Hamas sobre a Autoridade Palestina
A opção de Abbas por al-Sheikh reflete uma tentativa de reagir à pressão externa por reformas dentro da AP. Países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, defendem mudanças no governo palestino.
A proposta destes países é pautada na promoção de lideranças mais jovens e na busca por uma maior credibilidade política, principalmente depois do ataque do Hamas em 7 outubro de 2023. O maior obstáculo para al-Sheikh, porém, é o fato dele ter uma popularidade limitada na região.
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A vitória do Hamas nas eleições legislativas em 2006 foi rejeitada pela comunidade internacional, incluindo os EUA, a União Europeia e Israel, que passaram a impor sanções ao governo palestino local e bloquear ajuda internacional. O bloqueio econômico e a pressão política aumentaram ainda mais a tensão interna.
O Hamas, no entanto, não tinha o controle do Poder Executivo. À medida que o Hamas foi se fortalecendo em Gaza, surgiram confrontos violentos entre o Hamas e as forças de segurança do Fatah, partido da AP nas ruas de Gaza.
Essas tensões aumentaram ao longo de 2007, o que culminou com um golpe armado do Hamas em junho daquele ano.






































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