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Atirador de boate gay nos EUA se identifica como 'não binário'

Audiência preliminar foi realizada na quarta-feira 23 no Estado do Colorado

Tiroteio
Dezenas de viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros foram ao Club Q nesta madrugada | Foto: Reprodução/YouTube

Anderson Lee Aldrich, 22 anos, que foi preso no domingo 20 por ter matado 5 pessoas e deixado 18 feridas em um boate gay em Colorado Springs se identifica com não binário, de acordo com o que afirmaram os dois defensores públicos que o apresentaram em um tribunal do Estado do Colorado na quarta-feira 23.

Ele participou da audiência, que durou cinco minutos, por videoconferência, e aparece com o rosto coberto de hematomas. Aldrich foi preso por cinco acusações de assassinato em primeiro grau e acusações de crimes de ódio. Na audiência, ele apenas disse seu nome e reconheceu ter assistido a um vídeo sobre seus direitos. A próxima audiência no tribunal está marcada para 6 de dezembro.

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Os advogados disseram que Aldrich trocou de nome legalmente em 2016, aos 16 anos, para não ter ligação com o pai. Ao nascer, em 2000, na Califórnia, havia sido batizado com o nome de Nicholas Franklin Brink. E também disseram que ele se identifica como não binário e que usa os pronomes neutros em inglês “them/they”.

Anderson Lee Aldrich | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

Segundo a polícia, Aldrich entrou na boate gay Club Q pouco antes da meia-noite de sábado 19 e abriu fogo com um rifle estilo AR-15. O atirador foi abordado e dominado por clientes do clube até a chegada da polícia.

A polícia, promotores e advogados de defesa não informaram o que teria motivado o ataque.

Jornalistas e comentaristas conservadores estão criticando a cobertura da imprensa norte-americana, que, segundo eles, tenta ignorar o fato de o atirador ter se identificado como não binário. Algumas emissoras estariam questionando essa declaração ou omitindo a informação.

O jornalista e escritor Matt Walsh, no programa Tucker Carlson Tonight, da Fox News, disse que a esquerda não tem o direito de questionar a alegada condição de não binário do atirador porque “na esquerda, eles deixaram claro que a única evidência que precisa ser fornecida para provar que alguém é não-binário é que eles dizem isso”.

Segundo Walsh, a esquerda também sempre se manifestou contrária a suspeitar das declarações de que se declara do gênero feminino para obter vantagens na prisão. “E o que eles também nos disseram repetidamente é que não podemos questionar a ideia de alguém adotar uma dessas identidades de forma egoísta, como, por exemplo, um criminoso condenado que está na prisão e de repente descobre sua identidade feminina interior. Para especular que talvez ele esteja fazendo isso para ter acesso a presidiárias em prisões femininas, nos dizem, ‘não, você não pode especular, isso é uma coisa horrível de se sugerir’”.

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