Os ataques russos voltaram a atingir a Ucrânia na madrugada deste domingo, 2, deixando seis mortos, entre eles duas crianças, e mais de 58 mil residências sem energia elétrica, segundo autoridades locais. As ofensivas, realizadas durante a madrugada com mísseis e drones, tiveram como alvo as regiões de Dnipró, no leste, e Odessa, ao sul do país.
+ Ucrânia diz ter destruído oleoduto militar perto de Moscou
Receba nossas atualizações
O comissário ucraniano para os Direitos Humanos, Dmytro Lubinets, informou que as vítimas infantis tinham 11 e 14 anos. Em Zaporizhzhia, outro bombardeio danificou gravemente uma estação elétrica, provocando cortes de energia que afetaram dezenas de milhares de moradores. O governador Ivan Fedorov confirmou que equipes de emergência trabalham para restabelecer o fornecimento.
Ataques à Ucrânia
Pelo X, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky relatou que múltiplas regiões foram atacadas nas últimas 24 horas, incluindo Dnipro, Zaporizhzhia, Kharkiv, Chernihiv e Odessa, resultando em mortos e feridos, entre eles duas crianças.
“Quase todas as noites, a Rússia ataca nosso povo com vários tipos de armas. Infelizmente, há mortos e feridos”, afirmou. “Minhas condolências a todos que perderam entes queridos.”
Segundo o presidente, apenas nesta semana, foram utilizados cerca de 1.500 drones de ataque, 1.170 bombas aéreas guiadas e mais de 70 mísseis contra alvos civis e infraestruturas energéticas.
+ Trump diz que EUA mantêm submarino nuclear próximo à Rússia

As ofensivas causaram danos severos a subestações elétricas e edifícios residenciais, comprometendo o fornecimento de energia em diversas regiões. Zelensky elogiou o trabalho dos socorristas, médicos e trabalhadores de energia, que atuam para restabelecer os serviços.
“Sou grato a todos que ajudam após esses ataques — nossos socorristas, trabalhadores de energia, médicos e todos os serviços de emergência”, disse.
Apoio internacional
O presidente ucraniano reforçou que a Rússia busca causar sofrimento à população civil, atingindo intencionalmente o setor energético às vésperas do inverno. Para mitigar os efeitos, o governo ucraniano está firmando novos acordos com países aliados para garantir o fornecimento de equipamentos e assistência técnica.
“Estamos trabalhando ativamente para garantir um suporte confiável ao nosso setor de energia neste inverno”, disse. “Já temos acordos concretos com os nossos parceiros.”
Entre os países que participam da iniciativa estão Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Japão, Noruega, Reino Unido e membros da União Europeia, que contribuem por meio do Fundo de Apoio à Energia da Ucrânia.
Zelensky encerrou sua fala reforçando a importância da cooperação internacional: “Nossa segurança é indivisível. Significa que nossa defesa aérea deve proteger não só a Ucrânia, mas também os nossos parceiros quando necessário. Glória à Ucrânia.”
Aumento nos ataques à infraestrutura energética
Desde o início da guerra, em 2022, as ofensivas russas contra o sistema elétrico ucraniano se intensificam a cada inverno, quando a população depende mais do aquecimento e da energia para sobreviver às baixas temperaturas. Segundo dados da AFP, com base em levantamentos da Força Aérea da Ucrânia, outubro registrou o maior número de mísseis disparados pela Rússia desde 2023.
+ Rússia lança mais de 400 drones contra a Ucrânia e mata 7
Ao longo do mês, foram 270 mísseis lançados, um aumento de 46% em relação a setembro. Os ataques têm como alvo principal subestações e redes de distribuição de energia, estratégia que visa enfraquecer a infraestrutura civil e aumentar a pressão sobre o governo ucraniano.
Autoridades locais afirmam que o país enfrenta “a pior onda de bombardeios do ano” e alertam para um possível agravamento nas próximas semanas, à medida que as temperaturas caem.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste






































O Putin não tem escrúpulos, é um indivíduo a serviço do mal . Inventou essa guerra e continua evitando negociar seu final. Vai se arrepender quando pagar em vida todo esse sofrimento que está causando ao povo ucraniano
.