O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou, nesta segunda-feira, 8, que 114 pessoas morreram em ataques contra uma creche e um hospital no Sudão na semana passada. Entre as vítimas, 63 eram crianças. O ataque ocorreu na região de Cordofão do Sul, no sul do país.
A guerra civil no Sudão já deixou dezenas de milhares de mortos e 12 milhões de deslocados. O conflito dividiu o país em duas áreas de controle: o Exército domina o norte, o leste e o centro, enquanto paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR) e seus aliados controlam grande parte do oeste e do sul.
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“Ataques recorrentes no Estado de Cordofão do Sul, no Sudão, atingiram uma creche e, pelo menos três vezes, o mesmo hospital rural próximo de Kalogi no último dia 4 de dezembro”, escreveu Tedros nas redes sociais.
Sudão: autoridades locais atribuem ataques às FAR
No domingo, o chefe da unidade administrativa de Kalogi responsabilizou os paramilitares das FAR e aliados do Movimento Popular de Libertação do Sudão-Norte. Ele afirmou que os bombardeios atingiram “primeiro uma creche, depois um hospital” e, em seguida, “pessoas que tentavam socorrer as crianças”.
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As FAR tomaram, nesta segunda-feira, o maior campo petrolífero do Sudão, Heglig, segundo várias fontes. O grupo afirmou que “a libertação da região petrolífera de Heglig é um ponto-chave para a libertação de toda a pátria, devido à importância econômica da região”.
Uma fonte das FAR disse à agência de notícias AFP que a base local do Exército também foi tomada. Um engenheiro da área de Heglig confirmou que a equipe “fechou o local, interrompeu a produção e retirou os trabalhadores”.
Além de Heglig, as FAR controlam campos petrolíferos no oeste, explorados pela China desde a década de 1990. Ex-ministro do Petróleo, Gadein Ali Obeid classificou a situação como um “desastre” para o Sudão.
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