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Artigo do Wall Street Journal alerta para o risco de caos pós-queda das ditaduras em Cuba e Venezuela

Colunista Mary Anastasia O’Grady afirma que pressão dos EUA pode derrubar ditaduras, mas afirma: o maior desafio será o dia seguinte

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante entrevista coletiva na Casa Branca | Foto: Brian Snyder/Reuters

Um artigo publicado neste domingo, 28, no Wall Street Journal, alerta para os riscos de uma transição mal planejada em Cuba e na Venezuela, caso os regimes autoritários dos dois países cheguem ao fim. A análise é da colunista Mary Anastasia O’Grady, especialista em América Latina e uma das principais vozes do jornal em temas geopolíticos.

No texto, intitulado “Venezuela e Cuba: o que vem a seguir?”, a autora avalia que a crescente pressão dos Estados Unidos sobre a ditadura de Nicolás Maduro pode abrir uma rara oportunidade histórica para mudanças políticas profundas na região. No entanto, a colunista adverte que derrubar ditaduras é apenas parte do desafio. O verdadeiro teste começa no dia seguinte.

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Entre os nomes mencionados como legítimos representantes de uma transição democrática estão o presidente eleito, Edmundo González, e a líder oposicionista María Corina Machado.

Venezuela sob repressão crescente

Segundo Mary, o regime venezuelano vive um momento de tensão interna, visto que os subordinados de Maduro continuam reprimindo os cidadãos. A colunista cita, por exemplo, o aumento das prisões políticas, a perseguição a familiares de opositores e denúncias de ameaças de execuções extrajudiciais. Ela destaca que Maduro age como um “rei ferido” ao intensificar a repressão para conter o avanço dos dissidentes.

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Para a articulista, a pressão exercida pelos EUA tem surtido efeito, mas recuar agora significaria dar novo fôlego ao regime chavista e desmoralizar aqueles que enfrentam o autoritarismo dentro do país.

Nicolás Maduro disse que povo venezuelano é anti-imperialista | Foto: Reprodução/imprensa presidencial Venezuela
Nicolás Maduro disse que povo venezuelano é anti-imperialista | Foto: Reprodução/imprensa presidencial Venezuela

Cuba: a crise mais profunda

O texto dedica atenção especial à situação cubana, descrita como ainda mais grave. Segundo Mary, a ilha enfrenta um colapso social e econômico sem precedentes, resultado de décadas de autoritarismo, estatização forçada e destruição das instituições civis.

A colunista rejeita a tese de que a crise cubana seja consequência exclusiva das sanções impostas pelos norte-americanos. Para Mary, o colapso é estrutural e decorre de um modelo que eliminou a iniciativa privada, destruiu a produção e tornou o país dependente de apoio externo — primeiro da União Soviética e, mais tarde, da Venezuela.

Com o enfraquecimento do regime de Maduro, Cuba teria perdido seu principal sustentáculo econômico, o que aprofundou a escassez de alimentos, energia e medicamentos.

Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex
Miguel Díaz-Canel, o ditador de Cuba | Foto: Reprodução/Instagram/cubaminrex

O desafio do dia seguinte

O ponto central do artigo é o alerta para o que acontecerá depois de uma eventual queda dos regimes. Segundo Mary, há uma ilusão perigosa de que a remoção dos ditadores resolveria automaticamente os problemas.

Na Venezuela, Mary vê condições mais favoráveis para uma reconstrução rápida, em virtude das reservas de petróleo, da existência de lideranças políticas organizadas e de uma sociedade civil mais ativa. Mesmo assim, afirma que o país precisaria de ajuda internacional para enfrentar a crise humanitária e reorganizar suas instituições.

Já em Cuba, o cenário é mais delicado. A ausência de uma cultura democrática, a destruição das instituições e o colapso da infraestrutura tornam a transição muito mais complexa. A autora afirma que o país não teria condições de se reerguer sem apoio externo coordenado, possivelmente sob liderança internacional.

O papel dos EUA

Mary acredita que os EUA têm papel central nesse processo, sobretudo na construção de uma saída estável. Para a colunista, a omissão seria tão danosa quanto uma intervenção mal planejada.

A colunista também alerta para o risco geopolítico: um recuo norte-americano abriria espaço para maior influência de China e Rússia no Caribe e na América Latina, com impactos diretos sobre a segurança regional.

O artigo termina com uma indagação direta, que sintetiza sua preocupação: “A administração Trump tem um plano?”

Leia também: “Questões éticas dos EUA na Venezuela”, artigo de Theodore Dalrymple na Edição 301 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Lucia campos
    Lucia campos

    Muito revelador , mas não se pode fazer omelete sem quebrar ovos ! Adiante sem medo . Medo é ficar sob o controle desses comunistas que uasam a inteligencia para o mal da humanidade . Afetando a todos ! São fases ! Go trump go trump

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