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Argentina reduz taxas de juros para 29%, em meio à expectativa de inflação mais baixa

O novo índice já entra em vigor nesta sexta-feira, 31

Argentina
O presidente da Argentina foi eleito tendo o combate à inflação como uma das suas principais bandeiras | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Banco Central da Argentina reduziu, nesta quinta-feira, 30, sua taxa básica de juros de 32% para 29%, em meio a expectativas de baixa na inflação. A mudança entra em vigor nesta sexta-feira, 31.

O combate à inflação é uma das principais bandeiras do presidente da Argentina, Javier Milei. O compromisso foi uma das razões que o fizeram derrotar o ex-ministro da Economia Sergio Massa em 2023. O libertário tomou posse em 10 de dezembro daquele ano, quando a inflação acumulada alcançou 211,4%.

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Argentina anuncia novas taxas de juros

A decisão da autoridade monetária argentina é contrária à postura adotada pelo Banco Central do Brasil. Gabriel Galípolo, presidente da instituição, anunciou o aumento de juros em um ponto porcentual na última quarta-feira, 29, indo a 13,25% ao ano.

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Em comunicado divulgado na terça-feira 28, o Banco Central da Argentina anunciou que as novas taxas de juros entrarão em vigor a partir de sexta-feira, 31 de janeiro.

Agência Moody’s eleva nota de crédito da Argentina

Há mais indicadores econômicos que mostram a evolução da Argentina sob a gestão Milei. Uma das mais respeitadas agências de avaliação de risco, a Moody’s Ratings elevou o nível de confiabilidade da Argentina em termos de crédito. A nota subiu de Ca para Caa3. Do mesmo modo, a empresa norte-americana alterou a perspectiva de estável para positiva.

As mudanças refletem a visão da agência de que o reposicionamento da política do governo argentino permitiu um ajuste fiscal e monetário. As medidas também ajudam a lidar com desequilíbrios econômicos e a estabilizar as finanças externas, o que reduz o risco de uma crise decorrente de falta de crédito.

Ajuste macroeconômico

Para a Moody´s, os riscos significativos para a capacidade do país de cobrir os próximos pagamentos da dívida externa permanecem. A ameaça relaciona-se principalmente à remoção de controles de capital e câmbio ou de choques negativos que podem levar a um evento de crédito com perdas materiais para os detentores de títulos.

A perspectiva positiva reflete o potencial de alta para as classificações, diz a Moody´s, citando que a Argentina continua a se mover em direção à próxima fase de seu ajuste macroeconômico. “Uma transição ordenada para uma conta de capital mais aberta seria consistente com classificações mais altas”.

A Moody´s, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo,  afirmou que os fundamentos de crédito da Argentina melhoraram no ano passado. O quadro é consequência de “ajustes políticos eficazes e contundentes que levaram à estabilização do ambiente macroeconômico”.

Conforme a agência, o governo Milei promoveu um ajuste fiscal decisivo. Isso inclui medidas para interromper a emissão de moeda, que se mostraram eficientes principalmente no tratamento de desequilíbrios.

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