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Argentina identifica supostos responsáveis por ataque contra Milei

Acusados são ligados a movimentos de esquerda no país

Argentina
O presidente da Argentina foi eleito tendo o combate à inflação como uma das suas principais bandeiras | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O governo da Argentina confirmou que três pessoas foram identificadas como supostas responsáveis pelo ataque contra a caravana do presidente Javier Milei em Lomas de Zamora nesta quarta-feira, 27. O episódio envolveu o lançamento de pedras e outros objetos contra o veículo em que estavam Milei, sua irmã Karina e o candidato a deputado federal José Luis Espert.

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Segundo informações do Ministério da Segurança, os investigados são Diego Martín Paz, Thiago Florentín e José Marcelino Dabrowski. Dois deles chegaram a ser detidos e colocados à disposição da Justiça. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, declarou que “o mandatário se encontra em excelente estado de saúde e continua com suas atividades normalmente desde a residência”.

Adorni qualificou os incidentes como “a Argentina da velha política, a de pedras e garrafadas, a de quem não respeita a vida humana”. Em contraposição, ressaltou que existe “outra Argentina, sustentada pelo esforço e pelo trabalho dos cidadãos, cujo avanço para a liberdade é irreprimível”.

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Acusados incluem desde militantes até torcedores de clubes de futebol da Argentina

Entre os suspeitos, o primeiro a ter sua identificação divulgada foi Diego Martín Paz, que possui histórico de contravenções. O Ministério da Segurança o relaciona à torcida organizada do clube Arsenal de Sarandí e descreve antecedentes de “atos lesivos” em 2021 no estádio, além de resistência à autoridade e posse ilegal de arma de uso civil em 2017.

O segundo identificado é Thiago Florentín, de 22 anos, militante do grupo de esquerda Movimento Teresa Rodríguez (MTR). Fontes oficiais o consideram como o principal responsável por arremessar a pedra contra a caminhonete presidencial. Ele é, até o momento, o único que permanece detido, na 1ª Delegacia de Lomas de Zamora. Um comunicado divulgado pelo MTR afirma que “lutar não é um crime” e pede a libertação do militante.

O terceiro investigado é José Marcelino Dabrowski, de 56 anos, vinculado à organização Hijos, movimento de direitos humanos fundado em 1995 por filhos de desaparecidos da ditadura militar argentina. Segundo as autoridades, Dabrowski teria se colocado à frente do veículo de Milei e tentado impedir a passagem da comitiva.

O ataque ocorreu em meio à campanha para as eleições previstas para 7 de setembro. Apesar do incidente em Lomas de Zamora, a Presidência reiterou que Milei “mantém sua agenda normalmente” e insistiu em que a resposta institucional será “o funcionamento independente da Justiça”.

Leia também: “Uma ilha de liberdade na América Latina”, reportagem de Amanda Sampaio e Carlo Cauti publicada na Edição 217 da Revista Oeste

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