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Argentina dá calote em bananeiros da Bolívia e do Paraguai

Em sinal de protesto, produtores distribuíram gratuitamente cachos de bananas a motoristas e pedestres

Argentina bananeiros
Cachos de banana. Foto de Rodrigo dos Reis na Unsplash/Reprodução

Depois de adotar medidas econômicas ineficientes, a Argentina se tornou sinônimo de país inadimplente. O país vizinho não pode sequer honrar as dívidas da compra de bananas. Recentemente, bananeiros da Bolívia e do Paraguai decidiram suspender as exportações da fruta para a Argentina — que tem mais de US$ 20 milhões em dívidas. A Argentina deu calote novamente.

A partir desta semana, segundo o portal CNN Brasil, caminhões carregados com bananas não vão mais cruzar a fronteira argentina.

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Protestos

A interrupção das importações foi acompanhada por protestos. Em Assunção, capital do Paraguai, produtores locais fizeram um “bananaço” na terça-feira 15. O protesto aconteceu em frente à Embaixada da Argentina.

Banana grátis

Na capital paraguaia, como sinal de protesto contra a Argentina, os produtores locais distribuíram bananas gratuitamente. Motoristas e pedestres que passavam pelo local dos protestos levaram para casa cachos de banana. As frutas deveriam abastecer supermercados em Buenos Aires, Córdoba e Mendonza.

De acordo com a Câmara Paraguaia de Banana e Abacaxi (Capabap), os compradores argentinos devem mais de US$ 10 milhões pelas frutas exportadas — dívida que ainda não foi paga. Na Bolívia, a dívida dos argentinos soma valor semelhante.

Cerca de 3,2 mil caminhões de banana

Anualmente, cerca de 3.200 caminhões paraguaios entram na Argentina a fim de suprir o mercado local com bananas. O cultivo e a comercialização da fruta emprega mais de 2.500 família paraguaias — o que representa aproximadamente 30 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Capabap.

Argentina bananeiros
A Argentina não conseguiu pagar pela importação de bananas. Foto de Alistair Smailes na Unsplash/Reprodução
Crise argentina

A inadimplência da Argentina com os bananeiros é só mais uma mostra da dificuldade do comércio exterior do país. A crise atual argentina apresenta alta inflação e falta de dólares.

Como funciona a importação no país

Para importar, as empresas argentinas têm de registrar suas operações no SIRA, o Sistema de Importações da República Argentina. O governo só pode aprovar as importações das empresas cujos dados estejam no sistema.

No dia 4 de setembro de 2023, Dia da Indústria na Argentina, o candidato à presidência Sergio Massa anunciou — em tom festivo — a aprovação de pedidos de importação que somavam aproximadamente US$ 700 milhões.

Porém, a autorização do governo é só o primeiro passo para concluir as compras no mercado exterior. De acordo com o Banco Central da Argentina, importadores de bens somavam dívida de quase US$ 37 bilhões em junho. Havia, ainda, uma dívida de quase US$ 11 bilhões referentes a serviços no exterior.

Para efeitos comparativos: a dívida comercial da Argentina de quase US$ 48 bilhões já é maior do que o montante integral da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional — que atualmente é de aproximadamente US$ 41 bilhões.

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5 comentários
  1. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    América Latina é um caso que merece ser estudado, um politico e ministro da economia do regime que afundou a economia da Argentina ainda é candidato a presidente como alguma chance de ganhar. e o pior no Brasil um corrupto e um partido que tem de pior na politica foram eleitos, resultado das URNAS,

  2. Christian
    Christian

    A Argentina já pisou na casca das bananas faz muito tempo.
    Se continuarem esquerdistas, vão para o brejo.
    Desaprenderam a atrabalhar.

  3. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Essa turma do Foro de São Paulo é uma dando trambique na outra.

  4. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Nessas eleições os hermanos terão a oportunidade de dar uma banana para o governo.

  5. PCC
    PCC

    Esses aí jamais verão a cor do dinheiro. Bom lembrar que a Bolívia com a ajuda da quadrilha petista nos deu o calote numa refinaria, da mesma forma que Cuba, que também nos deu o calote no Porto de Mariel. A garantia era charuto.
    Levamos fumo.

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