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Argentina: Cristina Kirchner diz que não vai disputar eleições

Decisão não tem relação com sentença de prisão, argumentou a vice-presidente

Kirchner Lavagem de Dinheiro
A declaração da esquerdista foi dada na quinta-feira 27. | Foto: Foto: Reprodução/YouTube/Cristina Kirchner

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confirmou em um evento que não será candidata às eleições presidenciais de outubro. A declaração da esquerdista foi dada na quinta-feira 27.

Apesar das manifestações de seus partidários pedindo para ela concorrer, Cristina afirmou não ter planos de voltar à Presidência da Argentina. Ela já presidiu o país duas vezes e faz parte da esquerda peronista.

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Embora as pesquisas a coloquem como a peronista com melhores possibilidades, ela afirmou estar “condenada, proscrita, incapacitada e alvo de tentativa de assassinato”. Cristina lembrou a frustrada tentativa de assassinato ocorrida em setembro do ano passado.

A vice-presidente pediu “um programa” para ser debatido no movimento peronista, mas evitou se pronunciar sobre candidaturas da situação, depois de o atual presidente argentino, Alberto Fernández, optar por não disputar a reeleição.

No evento, Cristina rejeitou a proposta de dolarização da economia, apresentada pelo candidato liberal à Presidência Javier Milei. Ela também criticou o acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo governo anterior de Maurício Macri, no valor de US$ 44,5 bilhões.

Inflação da Argentina

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O país enfrenta a maior taxa de inflação dos últimos 30 anos | Pixabay

Segundo Cristina, o acordo com o FMI é inflacionário e é um “empecilho” para o país. Ela pediu uma revisão do acordo, para tirar condicionalidades, como proibir a intervenção do Banco Central.

“A inflação atual, de 104% em ritmo anual, não para com a dolarização”, disse Cristina Kirchner, ao mostrar uma tabela segundo a qual a disparada dos preços, que acumulam quase 22% até agora neste ano, começou com a assinatura do pacto. “O acordo com o FMI é um empecilho. É criminoso. Estamos diante de um dilema brutal.”

Cristina também falou sobre a sentença que recebeu em dezembro, condenada a seis anos de prisão e inabilitada para cargos públicos por fraude em obras rodoviárias, sentença descrita por ela como “perseguição política”.

A decisão de não concorrer nas eleições, segundo a vice-presidente, não está relacionada à sua condenação.

Leia também: Lula e presidente da Argentina conversam sobre retorno à Unasul

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2 comentários
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Após ter destruído o próprio país, abandona o lugar dizimado, da mesma forma que os gafanhotos. É assim que os esquerdistas agem.

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