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Argentina cria Departamento de Investigações para combater o PCC

A medida foi anunciada pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, nesta terça-feira, 5

argentina - PCC é umas das principais facções crimonosas do país | Foto: Reprodução/Twitter/X
A escolha dos países se dá pela extensa fronteira com o Brasil e pela proximidade das rotas do tráfico de cocaína para a Europa | Foto: Reprodução/Twitter/X

O governo da Argentina decidiu intensificar o combate ao crime organizado transnacional, com foco especial nas ações do Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo brasileiro considerado o maior da América do Sul. O novo Departamento Federal de Investigações (DFI) terá como uma de suas principais tarefas o mapeamento e a neutralização das atividades do PCC no território argentino.

A medida foi anunciada pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, nesta terça-feira, 5, poucos dias depois da prisão de Fábio Rosa Carvalho, apontado como chefe da quadrilha Os Manos. Carvalho foi capturado na sexta-feira 1º, no bairro de Caballito, em Buenos Aires, durante uma operação conjunta entre as polícias argentina e brasileira.

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Foco nas operações do PCC na Argentina

Durante entrevista coletiva, Bullrich explicou que “a primeira investigação fundamental que vamos entregar ao DFI é a investigação do PCC na Argentina”. O comissário-geral Pascual Bellizi, recém-nomeado chefe do DFI, afirmou que a organização criminosa brasileira atua há cerca de 30 anos e busca ampliar sua influência no continente.

Bellizi, especialista em investigações, afirmou que sua equipe está dedicada a identificar integrantes do PCC e a desmontar a estrutura criminosa, com o objetivo de impedir sua consolidação na Argentina. Ele ressaltou: “Porque esse tipo de organização é muito violenta, trazendo crimes e outros tipos de delitos para os locais onde opera”.

O comissário-geral detalhou ainda que as facções seguem rituais próprios e oferecem apoio econômico e proteção às famílias de seus membros. Segundo Bellizi, o objetivo é barrar a instalação desses grupos criminosos no país.

Prisão e possível extradição de Fábio Rosa Carvalho

Sobre a situação de Fábio Rosa Carvalho, Bellizi confirmou a intenção de extraditá-lo para o Brasil, onde responde por mais de cem homicídios. “Ele é acusado de mais de cem homicídios lá”, informou o comissário-geral.

Carvalho estava foragido havia quase três anos depois de fugir de um presídio brasileiro, onde cumpria pena por homicídio e tráfico de drogas. Ele foi localizado na Avenida Pedro Goyena, 800, no bairro de Caballito, em Buenos Aires.

A captura do criminoso envolveu a Divisão de Prisões e Fugitivos da Polícia da Cidade de Buenos Aires, agentes de Roubos e Furtos da Polícia da Província de Córdoba, além de uma equipe da Polícia Civil do Brasil.

Leia também: “Moraes na lista dos ditadores“, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 280 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. João Luis Senson
    João Luis Senson

    A Argentina tem mais culhao que o STF…..Lá eles enfrentam o PCC…..Aqui dão água com açúcar………kkkkkkkkk

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