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Apple pede a fornecedores de Taiwan que rotulem produtos com Made in China

A empresa norte-americana quer evitar inspeções alfandegárias rigorosas, atrasos e até retenção de carregamentos

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Taiwan: eleição presidencial em meio a tensões com a China | Foto: Reprodução/Redes sociais

Temendo sanções do Partido Comunista da China, na semana passada a Apple pediu a fornecedores de Taiwan que rotulem seus produtos como sendo fabricados na China. A empresa norte-americana quer evitar as rigorosas inspeções alfandegárias chinesas que poderiam gerar a interrupção no fornecimento de produtos.

O pedido da Apple vem em decorrência do aumento da hostilidade da China para com os Estados Unidos e Taiwan. Recentemente, a ilha recebeu a visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA.

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A presença de Nancy Pelosi no território resultou em sanções econômicas contra Taiwan, fim de acordos de cooperação e exercícios militares nos arredores da ilha. 

Reportagem publicada pelo The Nikkei, um dos maiores jornais de finanças do mundo, informa que os executivos da Apple pediram agilidade na nova rotulagem, que deve conter a expressão “Taiwan, China” ou “Taiwan chinês”. A frase Made in Taiwan pode levar a atrasos, multas e até a rejeição de uma remessa inteira. A própria Taiwan exige que as exportações sejam rotuladas com o ponto de origem, que é Taiwan.

O pedido da Apple aos fornecedores taiwaneses foi feito depois que embarques de Taiwan para Pegatron, uma das fornecedoras da empresa norte-americana localizada na China, foram retidos na quinta-feira 4. Os funcionários alfandegários inspecionaram minuciosamente formulários e rotulagem dos produtos despachados para a Pegatron.

O momento é sensível para a Apple, já que seus fornecedores estão preparando componentes para seus próximos iPhones e outros produtos, que serão lançados a partir de setembro.

Pequim vê Taiwan como parte de seu território e se opõe fortemente a que altos funcionários dos EUA, como a presidente da Câmara, Pelosi, façam visitas diplomáticas formais à ilha.

A exigência de que os fornecedores neguem a existência de Taiwan como país independente gerou críticas de todo o mundo. A GreatFire, que trabalha contra a censura chinesa on-line, observou que a medida é como outra já adotada pela empresa norte-americana, que removeu a bandeira de Taiwan dos teclados emoji para usuários na China e em Hong Kong. “É uma questão de tempo até que a Apple comece a remover aplicativos cujo nome contenha a palavra ‘Taiwan’ sem que seja especificado ‘província da China’”, criticou a organização.

A Apple não deu entrevista ao Nikkei Asia para comentar a decisão.

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2 comentários
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    Não é inédito. Autoridades do governo Biden tomando decisões que afetam empresas norte-americanas.

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