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Após manifestações, governo do Líbano propõe eleições antecipadas

Sábado foi marcado por grandes protestos. Os manifestantes culpam a classe política pela explosão que destruiu a região portuária de Beirute

Líbano
Edifício do parlamento do Líbano, em Beirute | Foto: Wikipédia

Sábado foi marcado por grandes protestos. Os manifestantes culpam a classe política pela explosão que destruiu a região portuária de Beirute

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Edifício do parlamento do Líbano, em Beirute | Foto: Wikipédia

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou neste sábado, 8, que irá propor eleições parlamentares antecipadas.

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A decisão ocorre em meio a uma onda de protestos depois de uma explosão que deixou mais de 150 mortos em Beirute.

Em discurso na televisão, Diab avaliou que apenas eleições antecipadas podem permitir a saída da crise, acrescentando que está disposto a permanecer no poder “por dois meses”, enquanto as forças políticas trabalham nesse sentido.

“Convido as partes a chegarem a um acordo sobre o próximo passo. Proporei na segunda-feira (a reunião do) no governo a convocação de eleições antecipadas”, disse Hassan Diab. “Estamos em estado de emergência quanto ao destino e ao futuro do país”, afirmou ele.

Manifestações

O sábado foi marcado por grandes protestos. Os manifestantes culpam a classe política pela explosão que destruiu a região portuária da capital libanesa.

Um grupo, inclusive, invadiu o Ministério das Relações Exteriores. Eles também tentaram chegar ao prédio do Parlamento, mas foram impedidos por policiais especializados em conter protestos.

Ao menos uma pessoa morreu durante as manifestações que demandam reformas políticas e a renúncia do atual governo.

Míssil

Sob pressão, o presidente libanês, Michel Aoun, disse na sexta-feira, 7, que a tragédia pode ter sido causada “por intervenção externa”, citando a hipótese de “um míssil”.

Acusado de negligência na explosão de terça-feira, 4, e à beira de uma crise humanitária, após a destruição de estoques de comida e remédio, o comando do país enfrenta a fúria da população.

Foi a primeira vez que uma autoridade mencionou a hipótese de uma causa externa ter provocado a explosão. Até o momento, a versão mais verossímil era a de que a tragédia teria sido provocada por um incêndio em um depósito de nitrato de amônio.

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