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Apagão volta a deixar Cuba às escuras

A maioria dos bairros em Havana, com 2 milhões de habitantes, continuou sem energia até o amanhecer

Pessoas andam na rua, à noite, enquanto Cuba é atingida por um apagão em toda a ilha, em Havana - 18/10/2024 | Foto: Norlys Perez/Reuters
Pessoas andam na rua, à noite, enquanto Cuba é atingida por um apagão em toda a ilha, em Havana - 18/10/2024 | Foto: Norlys Perez/Reuters

Cuba amanheceu no escuro, neste sábado, 19, em razão de um colapso elétrico causado por uma falha na principal usina termoelétrica. O portal Cubadebate informou que, às 6h15 de ontem, ocorreu um novo desligamento total do sistema elétrico nacional.

Na sexta-feira à noite, autoridades relataram que a geração de energia estava em níveis mínimos. Microssistemas foram utilizados para ativar termelétricas e centrais flutuantes em algumas áreas.

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Lázaro Guerra, diretor-geral de Eletricidade, declarou que o sistema ficou sem energia depois de uma falha na Usina Antonio Guiteras.

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O ditador Miguel Díaz-Canel participou de uma reunião para supervisionar as instalações deficientes. Ele atribuiu o colapso energético ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, justificativa apresentada por Cuba para todos os problemas que ocorrem na ilha desde a revolução comunista.

“Tudo acontece por causa das divisas que não temos, em virtude da perseguição financeira e do combustível que não temos por causa da perseguição energética”, afirmou o sucessor dos Castro.

Apagão em Cuba prejudica moradores de Havana

Na capital, Havana, com 2 milhões de habitantes, a maioria dos bairros ainda estava sem eletricidade ao amanhecer deste sábado. Apenas hotéis, hospitais e algumas residências com geradores tinham luz, conforme relatado por um fotógrafo da agência de notícias AFP. Os apagões, que já duram três meses, intensificaram-se e chegam a afetar até 50% da cobertura nacional.

A energia na ilha é produzida por oito termoelétricas antigas, frequentemente avariadas ou em manutenção, além de sete plantas flutuantes arrendadas de empresas turcas e de grupos eletrogêneos. Cuba enfrenta sua pior crise em 30 anos, com escassez de alimentos, medicamentos e apagões que comprometem a atividade produtiva.

Os apagões contribuíram para manifestações em 11 de julho. De acordo com a imprensa local independente, protestos recentes ocorreram em Sancti Spíritus e Holguín, em virtude da persistência dos cortes de energia.

Yeslandys Carrion senta-se do lado de fora de sua casa, enquanto sofre com o colapso de energia em Havana - 19/10/2024 | Foto: Norlys Perez/Reuters
Yeslandys Carrion senta-se do lado de fora de sua casa, enquanto sofre com o colapso de energia em Havana – 19/10/2024 | Foto: Norlys Perez/Reuters

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2 comentários
  1. R Fortes
    R Fortes

    Ofereci serviços para compra ou aluguel de residências por US$ 5/mes em Cuba para Caetano, Gil, Ivete, …. a baianada toda…. para Claudia, Cap Nascimento, Jesus Gay, Professora do c** dançante e outros oportunistas ou retardados, porém, ninguém se interessou.

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