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Antissemitas atacam evento judeu em Amsterdã

A violência aconteceu durante uma apresentação privada do cantor israelense Shai Abramson

Antissemitas atacam evento judeu em Amsterdã
Os militantes acionaram bombas nas cores da bandeira palestina | Foto: Reprodução/X

Militantes antissemitas acionaram bombas de fumaça vermelha e verde durante protestos na Praça dos Museus, em Amsterdã, durante uma apresentação privada do cantor israelense Shai Abramson neste domingo, 14, em celebração ao feriado judaico do Chanucá. A polícia foi mobilizada em grande número, enquanto as manifestações continuavam, sob restrições aprovadas pela Justiça.

De acordo com o jornal holandês De Telegraaf, centenas de manifestantes se reuniram na Praça dos Museus, onde um protesto maior havia sido autorizado. Os manifestantes carregavam bandeiras palestinas e entoavam slogans como “Concertgebouw vergonha, sangue em suas mãos” e “assassinos de crianças”.

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A polícia advertiu os manifestantes a permanecerem atrás das grades e formou uma linha à frente da área de protesto. Foi necessário reforçar o cerceamento depois de alguns tentarem escalar as barreiras. A polícia de Amsterdã confirmou a execução de várias prisões, mas não divulgou mais detalhes. “Trata-se de pessoas que não seguiram as regras e foram presas”, disse um porta-voz ao De Telegraaf.

Mais cedo naquela noite, uma manifestação separada ocorreu diretamente em frente ao teatro Concertgebouw, em Amsterdã, onde Abramson se apresentou. Uma decisão judicial permitiu que até 30 manifestantes fizessem um protesto silencioso perto do prédio entre 18h e 19h, informou o portal NL Times. Cerca de 30 militantes ficaram próximos à entrada principal com cartazes contra a apresentação do cantor, segundo o De Telegraaf.

De acordo com a reportagem, assim que os espectadores entraram no prédio, o protesto em frente ao Concertgebouw foi dispersado. Mais cedo no mesmo dia, menos de 20 manifestantes se reuniram do lado de fora do teatro pouco depois do meio-dia para um protesto silencioso autorizado entre 12h45 e 13h30, segundo o NL Times.

Os manifestantes exibiam cartazes com dizeres como “nenhum palco para genocídio” e “o Concertgebouw está ocupado”, enquanto a polícia monitorava a cena. Dentro do teatro, um concerto público familiar de Chanucá ocorreu à tarde, sem Abramson. Duas apresentações privadas com o cantor, apenas para convidados, estavam programadas para a noite.

Antissemitas atacam evento judeu em Amsterdã
O cantor Shai Abramson | Foto: Reprodução/X

Durante a apresentação de Maestro Jules and the Miracle of Chanukah, à tarde, um grupo de militantes antissemitas bloqueou brevemente uma entrada na lateral do Concertgebouw, segundo o De Telegraaf. O bloqueio durou cerca de 20 minutos. Depois, alguns manifestantes seguiram para a Praça dos Museus. Outros foram presos.

“Abramson canta músicas; ele não é acusado de crimes contra a humanidade”, disse Chanan Hertzberger, presidente do Conselho Judaico Central, que observou o protesto à distância. “Ele também esteve aqui em 2023; acho presunçoso protestar agora. Isso é simplesmente assédio à comunidade judaica.”

Questionado sobre por que a manifestação ocorreu durante uma apresentação familiar da qual Abramson não participava, um manifestante disse ao jornal holandês: “Ele estará aqui em breve. Somos contra o genocídio”.

Governo permitiu manifestações antissemitas em Amsterdã

De acordo com o NL Times, a participação de Abramson nos concertos de Chanucá gerou debate antes do evento, porque ele também se apresenta em cerimônias das Forças de Defesa de Israel (FDI). O Concertgebouw inicialmente cancelou o concerto, mas depois chegou a um acordo, mediante ação judicial e discussões com os organizadores, e permitiu que Abramson se apresentasse apenas nos concertos privados da noite.

Antes dos eventos deste domingo, o Centro Nacional de Combate ao Antissemitismo de Israel alertou para o fato de que as manifestações planejadas apresentavam “alto nível de risco” e citou atividade on-line que indicava a possível presença de várias centenas de manifestantes, segundo o Sindicato de Notícias Judaicas. O centro afirmou que os protestos estavam sendo realizados com autorizações policiais.

No início da noite, um pequeno grupo de manifestantes pró-Israel, com bandeiras israelenses, reuniu-se perto do Concertgebouw, onde o rabino-chefe Binyomin Jacobs conduziu uma cerimônia de Chanucá antes de o grupo se dispersar.

+ Leia também: “Nunca devemos esquecer a traição progressista aos reféns israelenses“, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 292 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Silva lilica
    Silva lilica

    O “amor” aumenta….e as ovelhas caladas são alvos de todos os lados.

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